Gastos de secretarias serão reprogramados

20150414102417Para não endividar, GDF faz cortes de, pelo menos, 5% no orçamento previsto em cada pasta para 2015.

Para conseguir honrar os compromissos financeiros previstos para este ano sem endividar e estabelecer uma agenda de pagamentos das dívidas deixadas pelo ex-governador Agnelo Queiroz, a equipe de Rodrigo Rollemberg faz agora uma reprogramação orçamentária com as secretarias. A expectativa é de que até o fim do mês todas as pastas tenham reduzido, pelo menos, 5% do que era previsto para 2015.

“Há mais ou menos um mês, o governador chamou todos os secretários e pediu que fizéssemos cortes nos gastos. Então, estamos conversando com cada secretaria para fazer a reprogramação, porque o desequilíbrio fiscal está muito grande. Os gastos são altos para a receita que temos. E não estou falando das contas do ano passado, não. Me refiro às de 2015”, explica a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos.

A secretaria detalhou item por item do orçamento e enviou para cada pasta uma planilha, com uma classificação dos gastos, detalhando o que é obrigatório, gerenciável e estratégico. “Todos estão fazendo o exercício de cortar gastos”, assegura a secretária.

Propostas

Entre  oito e nove secretários, junto com seus adjuntos e ordenadores de despesas, já se reuniram com Leany, para tentar alcançar a meta de redução de 5%. Até o fim do mês, todos os 24 gestores devem passar por lá. “Algumas coisas nós sabemos que podem ser cortadas, como combustível e telefone, mas tem outras que só a secretaria vai saber avaliar”, exemplifica.

Quando a pasta não consegue atingir a meta, ou, ao invés de reduzir os gastos, pede suplementação, o Planejamento sugere nova rodada de avaliação, “para averiguar onde pode fazer os ajustes”, explica Leany. Segundo ela, nenhuma secretaria escapará do arrocho.

Deficit é “inevitável”

O deficit no fim deste ano é inevitável, diz  o secretário da Casa Civil, Hélio Doyle. “Mas estamos trabalhando para que ele seja menor”, avisa.
 Doyle  explica que a  situação financeira do GDF  continua muito grave, porque a arrecadação está abaixo da expectativa. “Estamos reprogramando os gastos, para chegarmos no fim do ano com um deficit razoável”, explica.
A  crise, ele conta, exige o enfrentamento de problemas diários. E exige criatividade do governo, que precisa pensar em planejamento.  “Ao mesmo tempo em que estamos fazendo a cidade funcionar, traçamos  as metas para o futuro”, relata o chefe da Casa Civil.
 “Cobertor está ainda muito curto”, diz Leany
A ideia, com o arrocho, não é economizar ou fazer reservas, conforme Leany. “A gente quer ver se fecha o ano sem fazer novas dívidas e ir pagando aos poucos o que ficou para trás. Estamos fazendo os cortes para ficar dentro do orçamento”.
  Ela reitera que este será “um, ano muito difícil” e prevê: “Vamos chegar no segundo semestre ainda com o cobertor muito curto”.
 Previsão para pagar as dívidas deixadas pelo governo anterior a atual gestão ainda não tem. Citando o  Programa de Regularização Fiscal (Refis), que vai até o fim do mês de junho, Leany lembra que a Secretaria da Fazenda está promovendo   várias ações para incrementar a arrecadação. “Nossa expectativa é que à medida em que o dinheiro que vai entrando, a gente vai vendo como aloca e se consegue ir pagando essas dívidas”, explica.
Reconhecimento
Passados mais de 100 dias de gestão, o governo já conhece quem são os maiores credores e as áreas mais atingidas. “O difícil é por que precisa de orçamento e de financeiro para pagar isso”, lamenta a secretária.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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