Câmara dos Deputados aprova MP que muda regras de acesso ao seguro-desemprego

4160929_x360O governo federal conseguiu domar sua base de apoio, driblar os esforços protelatórios da oposição e os protestos de sindicalistas que fizeram ‘chover’ dólares falsos, estampados com o rosto de líderes petistas, e conseguiu a aprovação, na Câmara dos Deputados, da Medida Provisória 665/14 que modifica direitos trabalhistas como o acesso ao seguro-desemprego.

A versão da MP que passou pela Câmara suaviza o arrocho previsto pelo Palácio do Planalto. Em vez dos 18 meses de contribuição antes do primeiro pedido de auxílio para os demitidos, o texto aprovado, de autoria do senador Paulo Rocha (PT-PA), prevê um aumento de 6 para 12 meses.

Mesmo com a alteração, não foi nada fácil aprovar o texto. O vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) e ministros se desdobraram durante todo o dia para convencer os deputados da necessidade do ajuste fiscal, enquanto os parlamentares da oposição usavam a tribuna da Câmara para acusar o PT de trair os trabalhadores.

A vitória só veio depois que as bancadas do PT e do PMDB conseguiram superar divergências internas e decidiram pelo apoio ao projeto.

‘PTro dólares’

A presença de integrantes de entidades como a Força Sindical nas galerias, vaiando aqueles que falavam à favor do ajuste, tornou a sessão tensa. No momento mais marcante, os sindicalistas jogaram sobre os parlamentares centenas de notas que imitavam dólares, mas traziam impressos os rostos de petistas como a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. O protesto fez o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) interromper a sessão e mandar a segurança esvaziar as galerias. Com a mudança, o governo calcula que a economia prevista com o ajuste fiscal, de R$ 18 bilhões em 2015, será afetada em pelo menos 20% — exigindo mais cortes no orçamento federal.

Sessão teve empurrão e bate-boca

No momento mais tenso da sessão, a deputada Jandhira Fegalli (PCdoB-RJ) reagiu aos gritos após um desentendimento com o colega Roberto Freire (PPS-SP), a quem acusou de agressão. “Ele segurou, apertou meu braço e me empurrou”, acusou a parlamentar.

Seguiu-se uma confusão generalizada no plenário, que o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) incendiou ao ironizar a colega carioca. Jandira reagiu na tribuna, ameaçando Fraga de processo. “Hoje foi comigo, amanhã pode ser contra qualquer um que apoiou a atitude fascista do deputado Alberto Fraga”, disse.

Fonte: Metro Brasília

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