Resultados de exames identificam quadro de problema renal em girafa do Zoo

Exames de sangue da girafa Evelise identificaram um quadro de problema renal. Com 7 anos, ela começou a passar mal na manhã de quinta-feira (22/3). Com indisposição e sem vontade de alimentar, o mamífero amanheceu deitada com a cabeça no chão. A apatia do animal preocupou equipes de veterinários que a estimularam a levantar e começaram a acompanhá-la. No entanto, até às 11h30, o Zoológico de Brasília não tinha informado qual será o tratamento dela.

Evelise completou 7 anos em novembro de 2017 e é filha da girafa Leo, que morreu em 2011 com 17 anos, e da girafa Yaza que nasceu no Zoológico de Belo Horizonte em julho de 2003 e chegou ao Distrito Federal em agosto de 2004. Em média, em vida livre,m elas vivem de 10 a 15 anos.

Mesmo diante do diagnóstico, a superintendente de Conservação e Pesquisa do Zoológico, Ana Raquel Gomes Faria, Ana Raquel, ressaltou que os sintomas de Evelise são diferentes dos apresentados pelo elefante Babu que morreu em 7 de janeiro após uma parada cardiorrespiratória. Pouco mais de um mês depois, em 20 de fevereiro, o Zoológico anunciou que ele poderia ter sido vítima de envenenamento. “O Babu acordou no chão e de lá não levantou mais. A Evelise estava sentada e, quando as girafas se deitam, é normal encostarem a cabeça no chão. Mas ela foi estimulada e se levantou. Está andando e se movimentando”, garantiu.

No entanto, a reportagem do Correio não foi autorizada a vê-la com a justificativa de que o animal poderia apresentar ansiedade.

Fechamento

Aconteceria hoje um julgamento da ação popular que pede o fechamento temporário das visitações pelas condições do zoo após a morte do elefante Babu, mas a audiência de conciliação foi adiada para 9 de abril, a pedido da Procuradoria-Geral do DF.

A ação popular protocolada na Vara de Meio Ambiente é movida pela Confederação Brasileira de Proteção Animal. A entidade alega falta vigilância, o que seria um facilitador para o suposto ato criminoso de envenenamento de Babu.

O documento cita outros casos. Entre eles, o registros de estado de estresse e alimentação deficiente dos animais; a falta de monitoramento e câmeras desligadas no local; as feridas ocasionadas pelo sol em elefantes; e um casal de felinos vivendo em situação precária, sem acesso ao gramado e à luz solar.

O zoo informou que só se manifestará sobre as denúncias após ser notificado oficialmente e alegou que a instituição tem um sistema de vigilância que está sendo ampliado, com 160 câmeras novas, posicionadas em pontos estratégicos.

Fonte: CB

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