Apenas 8% dos postos de combustível do DF estão abastecidos

Apenas 8% dos postos de combustível do Distrito Federal estão abastecidos com gasolina e etanol. A informação é do presidente do Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados do DF (Sinpospetro-DF), Carlos Alves dos Santos. Em um posto na 206 Norte, a fila chega a 4km de extensão. Pela manhã, só saíram da distribuidora caminhões carregados com óleo diesel. Diante da situação, a previsão é de que o abastecimento só normalize dentro de uma semana.

Os caminhões de combustível começaram a ser escoltados pela Polícia Militar na manhã desta quarta-feira (30/5), por volta das 9h40. Com isso, 66 postos foram abastecidos no Distrito Federal.

Em 9 dias de greve, 744 caminhões foram escoltados pela PM. A intervenção foi necessária devido ao bloqueio promovido por motoristas que aderiram ao movimento nacional dos caminhoneiros. Muitos ainda se sentem intimidados e preferem não deixar a distribuidora sem escolta.

Outro problema é a falta de álcool anidro, misturado à gasolina antes da revenda em postos. A previsão do GDF era de que 1,4 milhão de litros do insumo chegariam nesta quarta. Nos postos, as filas ainda são enormes, mesmo naqueles que estão desasbastecidos. “A previsão inicial era de normalizar no fim de semana, mas pelo visto vai demorar mais uma semana, isso se chegar o álcool anidro, porque tem muitos caminhões parados nos bloqueios e alguns nem saíram das usinas”, afirma o presidente do Sinpospetro-DF.

Mais tarde, às 15h, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, anunciará novas medidas para enfrentar a crise de abastecimento causada pela paralisação. No início da greve, o GDF criou um gabinete de crise para acompanhar a situação.

O gabinete de crise foi instituído oficialmente por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Distrito Federal de sexta-feira (25) e reúne secretários de Estado, comandos das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e de órgãos de trânsito, além de representantes da área jurídica, da Agência de Fiscalização (Agefis) e do Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF).

Na sexta-feira e na segunda (28), as aulas na rede pública de ensino foram canceladas e os atendimentos nos postos de saúde ficou suspenso, apenas casos de urgência eram atendidos nos hospitais. Cirurgias eletivas também precisaram ser adiadas.

Na terça-feira (29), as aulas foram retomadas, mas quase metade dos alunos não compareceu e algumas escolas permaneceram de portas fechadas. O atendimento nos postos e nas unidades básicas de saúde foi retomado, mas o estoque de medicamentos em hospitais e na Farmácia de Alto Custo continuava comprometido.

A situação mais preocupante, no entanto, era a do soro fisiológico. No fim do dia, o governo anunciou que a transportadora conseguiu viabilizar a entrega do insumo por caminhões.

Impactos em diversos setores 

Diversos setores do DistritoFederal amargam impactos da greve de caminhoneiros. Mais de 500 mil pintinhos precisaram ser abatidos nas granjas. O setor de turismo estima perda de R$ 220 milhões, com mais de 5 mil reservas e eventos cancelados. Bares e restaurantes perderam R$ 80 milhões e, no comércio, as perdas ultrapassam os R$ 92 milhões.

Fonte: CB

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