Grupo tem 48 horas para deixar gramado do Congresso Nacional

acampamento-patriota-congressoO presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou nesta quinta-feira (19) que os manifestantes do Movimento Brasil Livre – que desde outubro ocupam gramado em frente ao Congresso Nacional – terão 48 horas para deixar a área.

O prazo também vale para os manifestantes que pedem intervenção militar, acampados em local mais afastado, sob responsabilidade do Governo do Distrito Federal. Se o prazo não for cumprido, os acampados deverão ser retirados à força, segundo informou o governador do DF, Rodrigo Rollemberg.

A decisão foi apresentada após reunião de Cunha com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).Parte dos manifestantes afirmou nesta quinta que vai permanecer no local “a qualquer custo”. O grupo, autointitulado “Acampamento Patriota”, pede  retorno dos militares ao poder e está em um gramado a cerca de 100 metros do Congresso, de responsabilidade do governo do Distrito Federal. Segundo o líder do acampamento, Felipe Porto, o grupo está disposto a lutar para permanecer no local.

“O cenário de guerra está armado. Em dez minutos, nós temos socorro para chegar aqui e nos defender. Eu garanto que do lado de cá tem policiais, atiradores e colecionadores de armas. Do lado de cá tem armas”, avisou Porto.

De acordo com Eduardo Cunha, os manifestantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que acamparam ontem no gramado não tinham autorização para permanecer no local. Diante disso, houve uma conversa com líderes do movimento, que se dispuseram se retirar voluntariamente do espaço. Por volta das 20h, as barracas começaram a ser retiradas.

“O governador [Rollemberg] manifestou a todos nós a preocupação com a incapacidade que ele tem de manter a segurança, a ordem pública no jeito que as coisas estão ficando […]. Em função disso, nós tomamos a decisão de buscarmos uma saída de consenso. Solicitamos que aqueles que entraram ontem [CUT], que não tinham autorização nossa, que, se pudessem, se eles se retirariam e eles aceitaram”, contou cunha.

“Nós vamos pedir, também, para os demais grupos que lá estão para que num prazo de 48 horas possam também se retirar para que a gente possa restabelecer a ordem”, completou o presidente da Câmara.

Cunha, no entanto, afirmou que a atitude não é uma tentativa de cercear a liberdade de expressão. “[A medida foi tomada] pela incapacidade que nós temos de garantir a segurança deles. Não é por qualquer vedação à manifestação, ou vedação a qualquer tipo de ideologia que possa estar sendo expressada”, ponderou.

Desde outubro, vários grupos de manifestantes estão acampados no gramado em frente ao Congresso Nacional. A maior parte deles pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff, caso do Movimento Brasil Livre. Representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que apoiam a presidente, também armaram barracas na Esplanada dos Ministérios.

Disparos durante manifestação

Além desses grupos, há um movimento formado por manifestantes a favor da intervenção militar, que se envolveu, na última quarta-feira, em uma confusão com integrantes da 1ª Marcha Nacional das Mulheres Negras. Houve troca de agressões e um manifestante – que é policial civil e a favor da intervenção militar – efetuou três disparos para o alto. Ele foi detido, mas liberado logo em seguida após pagamento de fiança.

Por sua vez, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, havia minimizado o ocorrido.

“No momento que afetar a ordem, vou tomar providências. Não sei [se houve violação da ordem]. Se acontecem tiros e pessoas são presas, já houve providências”, disse Cunha sobre a confusão na Esplanada.

‘Responsabilidade é do Congresso’

Mais cedo, nesta quinta-feira, o governador Rodrigo Rollemberg explicou que a área em frente ao espelho d’água é de responsabilidade do Congresso Nacional, mas afirmou que o entendimento do Governo do Distrito Federal “é que o acampamento deve ser retirado” porque “há um risco eminente de confronto com consequências mais graves”.

Fonte: G1

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