Volume de chuvas em fevereiro ultrapassa a média prevista para o mês

O volume de chuvas acumulado em fevereiro vai superar a média prevista para o mês. Até o início da manhã desta quarta-feira (21/2), o acumulado do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) estava em 217,2 milímetros, ou seja, 99,86% dos 217,5mm esperados para o período. Com a chuvarada que caiu sobre Brasília a partir das 9h30, os meteorologistas do instituto garantem que o valor será superado ainda hoje.

E a chuva não tem hora para acabar. “Pode até ser que volte a abrir um pouco de sol agora no fim da manhã. Mas, depois, volta a chover até a madrugada”, prevê o meteorologista Mamedes Luiz Melo, do Inmet. A tendência para a quinta-feira (22/2) é de chuva volumosa e generalizada, em todo o DF.

Com isso, fevereiro deve encerrar com uma última semana bastante chuvosa. O tempo deve permanecer fechado até a segunda semana de março. A partir de então, chuva e sol se alternam até o início da estiagem, em meados de maio.

Este fevereiro chuvoso contrasta com a secura do mês passado. Janeiro terminou com acumulado de chuvas quase 30% abaixo da média por causa de um período de 10 dias secos. Novembro e dezembro, por outro lado, foram mais úmidos do que o habitual.

Chuvas ajudam reservatórios, mas racionamento continua

O bom volume de chuvas desde o fim da última estiagem deu fôlego aos dois principais reservatórios do DF. Principalmente à barragem do Descoberto. Com 54% do volume útil disponível para uso, a represa atingiu, ainda em fevereiro, um índice que só era previsto para maio, segundo a Agência Reguladora de Águas, Energia e Esgoto (Adasa).

O reservatório Santa Maria, irrigado por uma bacia menor, cresce em ritmo mais lento. Até a terça-feira (20/2), estava com 40,1% da capacidade. Ainda assim, o índice está 4,1 pontos percentuais acima das expectativas para o mês.

Apesar da recuperação gradual dos dois reservatórios, os órgãos do Governo do Distrito Federal evita falar em fim do racionamentoneste ano. As agências devem discutir o tema apenas depois do início da estiagem.

Enquanto a normalidade não volta às torneiras do DF, as indústrias correm contra o tempo para não ficar no prejuízo com a crise hídrica. A expectativa do setor indica que a margem de lucro caiu 5% desde o início das medidas.

Fonte: CB

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