Aulas na rede pública serão retomadas e serviços de saúde restabelecidos

As aulas na rede pública de ensino serão retomadas e as unidades básicas de saúde do Distrito Federal reabertas na terça-feira (29/5). O governador Rodrigo Rollemberg anunciou a decisão de retomar os serviços públicos na tarde desta segunda-feira (28), após reunião com secretários.As farmácias de alto custo também voltam a abrir, além de serem normalizadas as consultas ambulatoriais. As cirurgias eletivas, no entanto, continuam suspensas. Os veículos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) serão destinados somente aos atendimentos de urgência e emergência.

Nos últimos quatro dias, mais de 10 milhões de litros de combustível foram direcionados aos postos e aos locais que dependem de abastecimento, com escolta policial. Só hoje, mais de 190 caminhões seguiram aos postos espalhados pelo DF. Algumas vias de acesso do DF, no entanto, continuam a apresentar trechos de retenção.

Outra preocupação da população, o transporte público tem combustível para funcionar até a próxima quarta (30/5), segundo o governo. E, caso necessário, o Metrô-DF vai operar capacidade ampliada nos horários de pico para atender a todos os usuários.

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) informou que a prestação de serviço de coleta e limpeza do DF está sendo realizada normalmente, pois os veículos utilizados para o cumprimento das atividades têm prioridade de abastecimento, assim como outros serviços essenciais do governo. Destacou ainda que a disposição de resíduos continua normalmente nas áreas de transbordo. “A transferência desses resíduos para o Aterro Sanitário de Brasília é que está suspensa temporariamente, exceto do Gama, que já retornou essa atividade”, explicou, em nota.

A gabinete criado em Brasília para acompanhar a crise de abastecimento no país ainda não calculou todos os impactos provocados pela paralisação dos caminhoneiros até o momento. “São informações de diversas áreas e ainda estamos vivendo a crise. Então, nosso foco é trabalhar fortemente para minorar os impactos em Brasília, mas a crise é nacional e a solução dela está em âmbito federal”, afirmou Rollemberg.

Protesto em frente ao Buriti 
Parte dos manifestantes que estavam no Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA) se reuniu em frente ao Palácio do Buriti, ao som de buzinas e apitos. Ao chegarem à sede do Executivo local, às 16h, estacionaram o trio elétrico que conduzia a passeata na Praça do Buriti.

Cerca de 20 vans escolares foram estacionadas na faixa da esquerda do Eixo Monumental, mas o trânsito não chegou a ser interrompido. “Nossa reivindicação é esta: abaixar o preço do combustível do Distrito Federal”, disse um dos líderes do movimento em cima do trio. Entre outras reivindicações, pediam pela intervenção militar, vestidos com a camisa da seleção brasileira e cantando o hino nacional.

Confira todas as medidas anunciadas pelo governo: 

1. Retorno às aulas nas escolas da rede de ensino público do Distrito Federal.

2.  Reabertura das unidades básicas de saúde, de consulta ambulatorial e policlínica e das farmácias, inclusive as de Alto Custo. Que o Instituto do Hospital de Base volte a realizar as cirurgias eletivas. Nas demais unidades elas continuarão suspensas, assim como vedado o transporte de pacientes para exames.
A utilização das ambulâncias do SAMU seguirá critérios de emergência e de urgência.

3. Garantia do funcionamento do sistema de transporte coletivo público, com a manutenção do aumento de uma hora no pico do atendimento do metrô, de manhã e à tarde. As empresas dispõem de combustível até quarta-feira, 30.

4. Prosseguimento das operações de escolta da Polícia Militar do Distrito Federal, com o apoio do Exército e da Força de Nacional de Segurança Pública (FNSP), que garantiram nos últimos três dias cerca de 10 milhões de combustível, de gás de cozinha e de outros produtos. Foram realizadas aproximadamente 550 escoltas neste período.

5. Que as secretarias de Desenvolvimento Econômico e Agricultura continuem agindo no sentido de apoiar o setor produtivo com o objetivo de normalizar o abastecimento de alimentos.

6. Continuidade das operações de escolta, com o Exército e a FNSP, de caminhões-tanque de querosene de aviação que permitiram a elevação do estoque de 5% para 55% do aeroporto Juscelino Kubistchek.

7. Determinou a prioridade para a escolta de caminhões que carregam gás de cozinha, além das 141 já realizadas desde o começo da crise de abastecimento.

Fonte: CB

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