
Da redação
A deputada federal Magda Mofatto retornou ao Partido Liberal (PL) com o objetivo principal de articular o apoio da legenda à candidatura de Daniel Vilela (MDB) ao governo de Goiás. Essa movimentação visa eliminar qualquer possibilidade de candidatura do senador Wilder Morais (PL) ao Palácio das Esmeraldas, pavimentando o caminho para o vice-governador, que integra a base aliada do atual gestor estadual. Pesquisas eleitorais recentes indicam que Vilela possui condições de conquistar a vitória já no primeiro turno, com ampla margem de vantagem.
O retorno de Mofatto ao PL foi formalizado na terça-feira, 13 de janeiro, após conversas com o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e mediação do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. Nos dois anos anteriores, a parlamentar presidira o PRD, mas agora reassume posição no partido vinculado ao ex-presidente Jair Bolsonaro para mediar negociações e promover a unidade entre as forças de direita no estado de Goiás.
Entre as lideranças políticas, prevalece o consenso de que Daniel Vilela apresenta o perfil mais qualificado para suceder no comando do Executivo estadual. Em contrapartida ao respaldo do PL à sua postulação, a base governista compromete-se a apoiar a candidatura do deputado federal Gustavo Gayer (PL) à segunda vaga no Senado Federal. A principal concorrente desse posto na coligação é a primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), que desponta como favorita em todas as sondagens de opinião.
Magda Mofatto ingressa na legenda com a perspectiva de assumir a presidência do PL em Goiás, em substituição ao senador Wilder Morais, o que neutraliza de forma efetiva as ambições governamentais do parlamentar. Em declaração, a deputada afirmou ter aceitado o convite por considerá-lo benéfico ao governo goiano e à gestão de Ronaldo Caiado.
A parlamentar enfatizou, ainda, a relevância estratégica de preservar o mandato de Wilder Morais no Senado Federal, que se estende por mais quatro anos. “Não podemos prescindir de sua atuação parlamentar. É essencial ampliar a representação da direita. Caso ele disputasse o governo e vencesse, a vaga senatorial poderia migrar para a esquerda”, analisou Mofatto em entrevista ao jornalista Caio Henrique Salgado, da Coluna Giro, do jornal O Popular. A observação alude à potencial ascensão da suplente Izaura Cardoso (PSD), esposa do senador Vanderlan Cardoso (PSD).



































