
Da redação
Celina Leão foi oficialmente empossada como governadora do Distrito Federal na segunda‑feira (30/3), em sessão solene na Câmara Legislativa, após a renúncia de Ibaneis Rocha, que se desincompatibilizou para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Em seu primeiro ato como chefe do Executivo local, a nova governadora marcou a gestão com o anúncio de priorização da saúde pública e da aproximação com a população, reforçando a continuidade da administração do Palácio do Buriti, mas com novo protagonismo político.
Um dos destaques de seu discurso foi a decisão de cancelar a festa de aniversário de Brasília, programada para 21 de abril, liberando cerca de R$ 25 milhões que seriam destinados à comemoração. Esses recursos serão redirecionados à Secretaria de Saúde para reforçar a contratação de médicos e ampliar a oferta de serviços na atenção básica, alinhada à promessa de garantir maior cobertura e resolutividade nas unidades de saúde do DF.
A governadora destacou que “governar é elencar prioridades em cima da necessidade da população”, ao justificar a troca da festa por investimentos em saúde. Em vídeo divulgado logo após a posse, Celina mencionou que mães e moradores das cidades têm reclamado da falta de profissionais nos postos, reforçando a meta de alcançar 100% de cobertura médica e atender a quem mais precisa.
Além da mudança na destinação do orçamento do aniversário, Celina Leão anunciou a contratação imediata de 130 médicos na especialidade de Medicina de Família e Comunidade, com previsão de cadastro reserva, para fortalecer a atenção primária.
A medida integra um conjunto de ações que buscam qualificar o atendimento, reduzir filas e melhorar a logística de atendimento nas regiões administrativas, especialmente aquelas mais distantes do eixo central.
A nova gestão também inclui ajustes na equipe administrativa, com anúncio de mudanças em alguns secretariados, mantendo parte da estrutura anterior, mas consolidando um discurso focado em proximidade com as comunidades.
Celina Leão reforçou que a proposta é manter a continuidade de obras e programas, porém com ênfase em políticas sociais, saúde e presença mais direta em ruas, bairros e cidades, reafirmando Brasília como um “centro de cuidado” e não apenas de representação.




































