Hipocrisia política marca episódio no debate sobre o futuro do BRB

Foto: Divulgação

Da redação

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) gerou controvérsia ao se posicionar contra o Projeto de Lei nº 2175/2026, que autorizou o uso de imóveis públicos para quitar dívidas do Banco de Brasília (BRB) com o Banco Central e evitar sua liquidação. Apesar de votar contra a proposta, a parlamentar utilizou nas redes sociais camisetas produzidas pelo Sindicato dos Bancários do DF, com a frase “Eu Sou + BRB”, para criticar o Banco Master e associar o governador Ibaneis Rocha (MDB) e a vice-governadora Celina Leão (PP) a supostos escândalos. Essa ação foi interpretada por servidores do banco como tentativa de oportunismo, especialmente após eles lotarem as galerias da Câmara Legislativa do DF (CLDF) em defesa da aprovação.

Os bancários, que pressionaram pela aprovação do projeto, reagiram com vaias e críticas aos opositores, incluindo a deputada Kokay, acusada de traição à categoria. A proposta foi aprovada por 14 votos a favor contra 10 contrários, preservando 4.500 empregos diretos no BRB, além de linhas de crédito consignado acessíveis, financiamentos habitacionais populares e diversos programas sociais voltados à população vulnerável do Distrito Federal. A medida evitou a liquidação iminente do banco, garantindo sua continuidade como instrumento de desenvolvimento econômico e inclusão financeira.

Ao vestir a camiseta do sindicato e atacar o Banco Master – investigado pela Polícia Federal por irregularidades como títulos podres e aportes suspeitos –, Kokay omitiu conexões do escândalo com figuras ligadas ao governo federal. Entre os pontos não mencionados estão investigações sobre pagamentos milionários a Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), o papel de Guido Mantega em decisões financeiras durante gestões petistas, contratos com escritórios vinculados a Alexandre de Moraes e sociedades envolvendo o ministro Dias Toffoli. Essas ramificações sugerem influência de dirigentes indicados pelo Palácio do Planalto em riscos a fundos de pensão e bancos públicos.

A deputada, alinhada ao PT, direciona críticas à gestão distrital de Ibaneis Rocha, que registra 63% de aprovação, e Celina Leão, com liderança de 40% a 50% nas pesquisas para o GDF. Enquanto o BRB segue operacional, gerando sustento para milhares de famílias, o episódio expõe tensões entre agendas partidárias e interesses institucionais. Servidores do banco reforçaram que gestos tardios não compensam posições contrárias em momentos decisivos.

A população do Distrito Federal tem demonstrado, nas urnas e nas ruas, preferência por ações que priorizem estabilidade econômica e preservação de empregos. O caso ilustra os desafios da polarização política em debates sobre instituições financeiras públicas, com o BRB salvo graças ao bom senso majoritário na CLDF.

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