CPI do Crime Organizado: Marconi Perillo admite R$ 14,5 milhões do Banco Master por consultoria política

Foto: Divulgação

Da redação

O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), confirmou o recebimento de R$ 14,5 milhões do Banco Master entre 2021 e 2025, valores referentes a serviços de consultoria política declarados regularmente. A revelação foi publicada pelo jornal O Popular nesta sexta-feira (10), após documentos da Receita Federal serem enviados à CPI do Crime Organizado, no Congresso Nacional.

Por meio de sua assessoria, Perillo esclareceu que firmou contrato com a instituição financeira para análise de cenários políticos, com remuneração mensal bruta de aproximadamente R$ 160 mil, repassada via empresa MV Projetos e Consultoria. Os pagamentos, segundo a defesa, foram integralmente declarados às autoridades fiscais, sem irregularidades.

O político justificou a busca por “complemento de renda” após deixar o governo em 2019 e ingressar na iniciativa privada, destacando não possuir patrimônio elevado nem exercer cargo público desde então. Essa situação, argumenta sua equipe, elimina qualquer conflito de interesse na prestação dos serviços.

O contrato foi encerrado em julho de 2025, coincidindo com a decisão de Perillo de se dedicar à pré-campanha ao governo de Goiás. Desses valores, cerca de R$ 7 milhões correspondem ao distrato do acordo, enquanto o restante remunera atendimentos sob demanda, via telefone e visitas esporádicas, sem envolvimento na gestão do banco.

A assessoria de Perillo reforça que o trabalho foi “lícito, remunerado e declarado”, com o Banco Master em situação regular à época da contratação. A lista de documentos da CPI inclui outros nomes do meio político e econômico, que também alegam terem prestado consultorias semelhantes à instituição.

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