Membros reclamam que pasta indicou pessoas fora do quadro de gestores responsáveis pelos contratos.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte deve ouvir, amanhã (18), os depoimentos do atual subsecretário de Fiscalização, Auditoria e Controle da Secretaria de Mobilidade, Fernando Luís Pires, e do ex-presidente da comissão de licitação que resultou na renovação da frota de coletivos do DF, o economista Galeno Furtado Monte. O objetivo da comissão, instalada na Câmara Legislativa do DF (CLDF) no dia 14 de maio, é apurar possíveis irregularidades no processo de troca das empresas que operam o transporte coletivo no DF, realizado na gestão Agnelo Queiroz (PT).
Segundo o presidente da CPI, deputado distrital Bispo Renato (PR), o depoimento de Galeno é de suma importância para as análises da comissão. “O depoimento dele [Galeno Furtado] é fundamental para a CPI uma vez que, na época, ele era o presidente da comissão e nós precisamos saber a fundo como foi feito todo o processo desde a licitação até a renovação dos ônibus”, disse.
Até o momento, a comissão ouviu somente três pessoas: o atual diretor-técnico do DFTrans, Adônis Ribeiro Gonçalves; o ex-diretor do DFTrans Raimundo Lúcio Lima da Silva; e o ex-diretor operacional do DFTrans e atual assessor especial da Secretaria de Mobilidade, Ricardo Leite de Assis
De acordo com o Bispo, o baixo número de depoentes acontece devido ao fato dos discursos serem discordantes. “Ouvimos poucas pessoas até agora porque todos fizeram longos e divergentes discursos. Nós identificamos essas divergências de relatos e os questionamos, pois nosso objetivo é esclarecer todas as irregularidades para que, ao final da CPI, possamos apresentar um quadro real e completo da situação dos coletivos do DF”, disse.
OS RESPONSÁVEIS – Os membros da CPI reclamam ainda que a Secretaria de Estado de Mobilidade do Distrito Federal indicou pessoas fora do quadro de gestores responsáveis pelos contratos da licitação de 2012. Com isso, o deputado afirma que pretende convidar o secretário de Mobilidade, Carlos Tomé, a comparecer na comissão para esclarecer essas questões. “Nós fizemos o pedido a Secretaria para que fossem enviados os executores do projeto e nenhum se disse responsável pelo processo. Por isso, estamos estudando chamar o secretário para ouvi-lo sobre o caso”, finalizou.
O secretário Carlos Tomé informou que, apesar de não ter sido convidado formalmente, não se surpreenderia com um possível convite e afirmou que, caso o mesmo ocorra, não terá problemas em ir à CPI. “Fui consultado, mas ainda não fui convidado. Não foi nenhuma surpresa para mim. Caso haja o convite, estou a disposição”, comentou.
A comissão pretende convocar ainda empresários que ganharam a licitação. As datas, no entanto, não foram marcadas.
SUBCOMISSÃO – Na última quinta-feira (11), a CPI aprovou por unanimidade a criação de uma subcomissão técnica para analisar o sistema de transporte do DF antes e depois da licitação de 2012. O grupo será composto por advogados e auditores da Câmara Legislativa e vai produzir um relatório que será entregue aos parlamentares na próxima semana.
Fonte: Jornal Alô Brasília




































