Deputados organizam movimento pró-impeachment nas redes sociais

deputados-organizam-movimento-pro-impeachment-nas-redes-sociaisA proposta é abrir um canal de diálogo com os movimentos de rua que coordenam as manifestações. além de unificar o discurso em torno da saída da presidente Dilma. Participam parlamentares da oposição e da bas.

A semana da pátria não será nada fácil para a presidente Dilma Rousseff. O esvaziamento do palanque presidencial no desfile de 7 de setembro  expôs  o isolamento da presidente que terá que encarar, agora, outro problema ainda mais incomodo: a ampliação da discussão sobre o seu processo de impeachment por meio das redes sociais. Um grupo suprapartidário de deputados federais promete lançar esta semana um movimento pró-impeachment com a criação de uma página específica na internet.

Os deputados pretendem lançar o debate por meio das redes sociais – twitter, Facebook, instagran, entre outros –  e disseminar o tema. A intenção é abrir um canal de interlocução com os organizadores dos movimentos de rua, que nos últimos tempos conseguiram reunir milhares de pessoas em manifestações pelas principais cidades do país convocando a população pelas redes.

O movimento, de acordo com o deputado, conta com a participação de parlamentares tanto de partidos da oposição quanto da própria base do governo. “Temos deputados do PTB, do PMDB e até do PSD, mesmo depois de o Kassab [Gilberto Kassab, ministro das Cidades] ter fechado questão em torno do apoio ao governo”, revelou.

Vieira Lima não quis dizer nem quantos nem quais parlamentares fazem parte do movimento. “Faz parte da estratégia. Se nós dermos os nomes, o deficit do orçamento vai pular de R$ 30 para R$ 60 bilhões”, ironizou. Para os deputados que coordenam o movimento, segundo ele, é importante que a discussão seja posta junto à sociedade, mas não é hora de expor parlamentares que ainda integram a base.

 

Além disso, o deputado afirmou que, nesse momento, o coletivo será mais importante do que o individual. A aproximação dos parlamentares com os movimentos de rua, segundo o peemedebista, não tem conotação partidária. “Esses movimentos nasceram espontaneamente, sem a participação dos partidos políticos. Agora, iremos agir como deputados, representantes do povo, e não como partidos”.

Os atos serão fora e dentro do Congresso Nacional, com discursos e manifestações públicas de alguns parlamentares. “Vamos ficar atentos a tudo, inclusive a possíveis acordões”, avisou. Para ele, esse movimento faz parte do processo de impeachment. “As ruas definiram o que querem e é o ‘fora, Dilma’. Nós temos que ouvir os recados”.

Declaração de Temer

Questionado sobre a nota divulgada pela assessoria do vice-presidente Michel Temer, no domingo, o deputado Lúcio Vieira Lima disse que tanto a fala do peemedebista quanto a nota estavam corretas. “Ele disse uma verdade. Não tem como uma pessoa com apenas 7% de popularidade continuar no governo”.

Com relação ao conteúdo da nota, o deputado disse que o vice-presidente está correto. “Ele não está trabalhando no subterrâneo. Quem não pode divulgar uma nota dessa é o governo e o PT. Eles sim agem no subterrâneo. O PT e o governo não têm condições morais para divulgar uma nota dessas, basta ver o que eles estão fazendo com o Levy [Joaquim Levy, ministro da Fazenda]”, disparou.

Jantar com governadores

Além dos deputados, os governadores do PMDB também iniciam esta semana uma campanha defendendo “uma pauta de “união nacional”. Nesta terça-feira (8) eles jantam, no Palácio do Jaburu, com o vice-presidente Michel Temer. Devem participar do encontro também os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (RJ) e do Senado, Renan Calheiros (AL).

A agenda dos governadores peemedebistas tem como objetivo principal atrair apoio suprapartidário dos demais governadores entregando uma agenda com propostas de reformas nas áreas tributária, previdenciária e trabalhista.

Campanha de assinaturas

Já na quinta-feira (10), o grupo pró-impeachment lança uma petição online para angariar assinaturas em favor da abertura do processo por crime de responsabilidade. A ideia é forçar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a instalar a investigação.

O grupo também quer constranger os deputados que ainda são contrários ao impeachment. No momento, são favoráveis ao processo integrantes dos principais partidos da oposição (PSDB, DEM, PPS e SD), assim como integrantes do PMDB e de outras legendas governistas como PR e PTB. Mesmo com o apoio nas hostes governistas, a projeção é que, na Câmara, não chegue a 200 o número de parlamentares a favor da abertura do processo.

Para abrir processo de impeachment, é necessário o apoio de dois terços da Câmara, 342 deputados. Para dar mais força à petição a ser lançada depois de amanhã, o grupo contra Dilma escolheu o pedido apresentado pelo jurista Hélio Bicudo, ex-fundador do PT, na semana passada. A avaliação é que o requerimento do MBL (Movimento Brasil Livre) teria mais dificuldades de angariar apoio pelo fato de seus integrantes serem identificados com a oposição.

Fonte: Fato Online

 

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