Nos últimos quatro dias, mais de 10 milhões de litros de combustível foram direcionados aos postos e aos locais que dependem de abastecimento, com escolta policial. Só hoje, mais de 190 caminhões seguiram aos postos espalhados pelo DF. Algumas vias de acesso do DF, no entanto, continuam a apresentar trechos de retenção.
Outra preocupação da população, o transporte público tem combustível para funcionar até a próxima quarta (30/5), segundo o governo. E, caso necessário, o Metrô-DF vai operar capacidade ampliada nos horários de pico para atender a todos os usuários.
O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) informou que a prestação de serviço de coleta e limpeza do DF está sendo realizada normalmente, pois os veículos utilizados para o cumprimento das atividades têm prioridade de abastecimento, assim como outros serviços essenciais do governo. Destacou ainda que a disposição de resíduos continua normalmente nas áreas de transbordo. “A transferência desses resíduos para o Aterro Sanitário de Brasília é que está suspensa temporariamente, exceto do Gama, que já retornou essa atividade”, explicou, em nota.
A gabinete criado em Brasília para acompanhar a crise de abastecimento no país ainda não calculou todos os impactos provocados pela paralisação dos caminhoneiros até o momento. “São informações de diversas áreas e ainda estamos vivendo a crise. Então, nosso foco é trabalhar fortemente para minorar os impactos em Brasília, mas a crise é nacional e a solução dela está em âmbito federal”, afirmou Rollemberg.
Cerca de 20 vans escolares foram estacionadas na faixa da esquerda do Eixo Monumental, mas o trânsito não chegou a ser interrompido. “Nossa reivindicação é esta: abaixar o preço do combustível do Distrito Federal”, disse um dos líderes do movimento em cima do trio. Entre outras reivindicações, pediam pela intervenção militar, vestidos com a camisa da seleção brasileira e cantando o hino nacional.
Confira todas as medidas anunciadas pelo governo:
1. Retorno às aulas nas escolas da rede de ensino público do Distrito Federal.
2. Reabertura das unidades básicas de saúde, de consulta ambulatorial e policlínica e das farmácias, inclusive as de Alto Custo. Que o Instituto do Hospital de Base volte a realizar as cirurgias eletivas. Nas demais unidades elas continuarão suspensas, assim como vedado o transporte de pacientes para exames.
A utilização das ambulâncias do SAMU seguirá critérios de emergência e de urgência.
3. Garantia do funcionamento do sistema de transporte coletivo público, com a manutenção do aumento de uma hora no pico do atendimento do metrô, de manhã e à tarde. As empresas dispõem de combustível até quarta-feira, 30.
4. Prosseguimento das operações de escolta da Polícia Militar do Distrito Federal, com o apoio do Exército e da Força de Nacional de Segurança Pública (FNSP), que garantiram nos últimos três dias cerca de 10 milhões de combustível, de gás de cozinha e de outros produtos. Foram realizadas aproximadamente 550 escoltas neste período.
5. Que as secretarias de Desenvolvimento Econômico e Agricultura continuem agindo no sentido de apoiar o setor produtivo com o objetivo de normalizar o abastecimento de alimentos.
6. Continuidade das operações de escolta, com o Exército e a FNSP, de caminhões-tanque de querosene de aviação que permitiram a elevação do estoque de 5% para 55% do aeroporto Juscelino Kubistchek.
7. Determinou a prioridade para a escolta de caminhões que carregam gás de cozinha, além das 141 já realizadas desde o começo da crise de abastecimento.
Fonte: CB



































