Bolsonaro abandona discurso de 'nova' e 'velha' política e abraça a 'boa'

Presidente tem se reunido com líderes partidários para discutir questões da ‘nova Previdência’

A última reunião marcada para a agenda de encontros entre o presidente Jair Bolsonaro e presidentes nacionais de partidos foi marcada pelo selamento da paz entre o governo e o Congresso. Ao presidente nacional do MDB, o ex-senador Romero Jucá, o chefe do Palácio do Planalto concordou que não existe a “nova” ou a “velha” política e, sim, a “boa” política.

O gesto foi bem recebido por Jucá. Para o mandatário emedebista, marcou a conversa positiva que teve com Bolsonaro. Há duas semanas, o presidente da República teve embates com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o Congresso, ao dizer que alguns parlamentares não querem “largar a velha política”, em crítica ao chamado “toma lá da cá”. A repercussão gerou uma crise entre os poderes que, agora, parece contornada. 

Para Jucá, o gesto de Bolsonaro mostra uma “mão estendida” e um desprendimento para ouvir e conversar. “E isso é fundamental na política. O governo pode cometer equívocos, mas não pode ser condenado por cometer equívocos. Agora, tem que ter humildade e rapidez para corrigi-los. E tenho certeza que o governo quer fazer isso, pois quer um bom resultado no trabalho, processo de aprendizado, de construção que está em andamento”, ponderou. 
O presidente da República se mostrou “extremamente simpático” no diálogo, afirma Jucá. “Tivemos conversa onde dissemos o que entendíamos que deveríamos falar, com verdade, respeito, mas pensando e dizendo o que entendemos”, declarou. Foi nesse diálogo que ele comentou que não existe a “nova” e a “velha” política. “Existe política que tem que ser construída com diálogo ao longo do tempo. E o presidente terminou concordando que o que vale é a ‘boa’ política. Portanto, taxar de velha ou nova é um desserviço à relação construída”, avaliou. 

Fonte: Correio Braziliense

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