Distrito Federal amplia tratamento de AVC com novo projeto em hospitais regionais

Foto: Sandro Araújo/Agência

Da redação

Iniciativa leva técnicas avançadas a mais unidades e promete reduzir mortalidade e sequelas da doença

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal lançou nesta quinta-feira (29) o projeto “AVC no Quadrado”, que vai ampliar o atendimento a pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC) em unidades públicas. A iniciativa permitirá a descentralização do tratamento por trombólise endovenosa e a introdução de novas tecnologias para diagnósticos e intervenções rápidas.

O protocolo de trombólise, que usa medicamentos para dissolver coágulos no cérebro e restabelecer o fluxo sanguíneo, já era oferecido 24 horas por dia no Hospital de Base. Agora, passará a ser realizado também nos Hospitais Regionais do Gama e de Sobradinho. A técnica tem mostrado resultados positivos: em cada 100 pacientes tratados, 32 apresentam melhora clínica e 13 saem sem sequelas.

O Hospital de Base também incluirá a trombectomia mecânica, procedimento mais avançado indicado para AVCs graves que pode ser realizado até 24 horas após o início dos sintomas. A tecnologia Telestroke, que permite o envio imediato de exames entre os hospitais, será integrada à rede, otimizando o tempo de resposta.

“O projeto integra toda a rede, desde o Samu e Corpo de Bombeiros até os hospitais, para garantir um atendimento mais rápido e eficiente”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante.

A expectativa da SES-DF é expandir o modelo a toda a rede pública. “Queremos que essa experiência se torne uma referência nacional”, afirmou a secretária-adjunta Edna Maria Marques. A neurologista Letícia Rebello destacou que a tecnologia de telemedicina representa uma mudança de paradigma no socorro às vítimas.

Em 2023, o AVC causou um impacto de mais de R\$ 7,4 milhões aos cofres públicos do DF, com uma média de R\$ 2,9 mil por internação. A doença segue como uma das principais causas de morte no Brasil.