
Por Rebeca Luisy
O candidato ao Governo do Distrito Federal, Elisson, anunciou nesta semana um pacto de 100 dias pela educação, com medidas que incluem reforma e modernização das escolas, valorização dos professores e expansão do ensino integral, com o objetivo de fazer o DF voltar a disputar a liderança nacional na qualidade da educação pública. A proposta parte de um diagnóstico ambicioso: transformar a rede de ensino da alfabetização ao ensino médio, com escolas modernizadas, profissionais valorizados e acompanhamento permanente da aprendizagem.
Diagnóstico e modernização da rede
O plano prevê, nos primeiros 100 dias, um “raio-X” completo de todas as escolas, com levantamento público da situação de telhados, banheiros, cozinhas, quadras, bibliotecas, instalações elétricas, acessibilidade, segurança, internet, climatização, laboratórios, déficit de vagas, obras paradas e falta de profissionais. A partir desse diagnóstico, será lançado o Programa Escola de Pé, um plano de modernização de R$ 1 bilhão ao longo dos quatro anos, com uma primeira carteira emergencial de até R$ 200 milhões para as unidades identificadas com maior urgência, condicionada aos levantamentos técnicos, à disponibilidade orçamentária e aos procedimentos legais.
Acerto de contas e pacto com os professores
Outro eixo central é o acerto de contas com os profissionais da educação: nos primeiros 30 dias, haverá auditoria das licenças-prêmio convertidas em pecúnia, exercícios anteriores, precatórios e demais pendências; em até 60 dias, divulgação do estoque e das fontes possíveis de pagamento; e, até o 100º dia, apresentação de um calendário público. Elisson também propõe a criação de uma Mesa Permanente da Educação e resposta formal aos 181 itens e 11 recomendações da pauta 2026/2027 apresentada pelo SINPRO-DF, com cronograma de análise das carências e das nomeações de aprovados em concurso.
Expansão do ensino integral e aprendizagem na idade certa
A proposta inclui ainda um plano de expansão do ensino integral, com meta inicial de criar até 10 mil novas vagas e chegar a 25 mil novas vagas ao longo do primeiro ano, conforme capacidade física, disponibilidade de profissionais e planejamento financeiro. Paralelamente, serão implantados os programas DF Alfabetizado e Matemática na Idade Certa, com diagnóstico de aprendizagem no início do ano e intervenção pedagógica para estudantes com dificuldade, inspirado em experiências como as de Sobral e do Ceará.
Inovação, formação docente e transparência
O projeto prevê ainda laboratórios de ciência, programação e robótica, educação financeira e midiática, uso responsável de inteligência artificial e uma plataforma de acompanhamento da aprendizagem para identificar, com rapidez, onde cada estudante precisa de reforço. Ao final dos primeiros 100 dias, a proposta é apresentar publicamente um painel com a situação encontrada, recursos investidos, escolas atendidas, profissionais nomeados, pendências financeiras identificadas, novas vagas de ensino integral abertas e indicadores de aprendizagem. “Educação não muda com uma placa nova na porta da escola. Muda quando o professor quer permanecer na rede, quando a estrutura funciona e quando a família percebe que o filho está aprendendo”, afirmou Elisson.







































