
Por Rebeca Luisy
Após anos de expectativa e dedicação conjunta, a Igreja Batista Central de Taguatinga (IBCT), situada às margens da EPTG e de Vicente Pires, alcançou a tão sonhada regularização fundiária de sua sede. A conclusão do processo foi formalizada e celebrada no último domingo durante o Culto da Vitória, um marco que reuniu gerações de fiéis cuja trajetória esteve intrinsecamente ligada à construção física e institucional do templo inaugurado em dezembro de 2010.
Até então operando sob o amparo de um termo de cessão, a instituição religiosa viu na parceria com a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) o caminho decisivo para a aquisição definitiva do terreno de aproximadamente quatro mil metros quadrados. A presença de representantes da agência no evento solene reforçou a importância do diálogo institucional na desburocratização e efetivação de direitos fundamentais sobre terras públicas no Distrito Federal.
O diferencial desta conquista reside no profundo engajamento comunitário, visto que os membros não se limitaram a acompanhar os trâmites administrativos. Desde o início, participaram ativamente das obras, dos projetos de engenharia e das reuniões estratégicas, transformando o processo documental em uma verdadeira obra coletiva de afeto e perseverança para a comunidade local e para os moradores da região.
Para a liderança da igreja, o documento definitivo transcende o valor imobiliário, representando a estabilidade necessária para planejar o futuro das ações sociais e espirituais prestadas à sociedade. Sob a condução do pastor presidente Matheus Guerra e com a participação do pastor Roberto Santos, a celebração ecoou sentimentos de gratidão e alívio, simbolizando o coroamento de mais de seis décadas de história da instituição fundada em outubro de 1962.
Em última análise, a regularização da IBCT ilustra o impacto humano de políticas públicas bem-sucedidas de ordenamento territorial, demonstrando que a segurança jurídica consolida não apenas o patrimônio, mas os laços de pertencimento entre cidadãos e o território que ajudaram a transformar. Com a escritura em mãos, a comunidade inicia um novo capítulo de sua história com a tranquilidade indispensável para continuar o seu legado de acolhimento.




































