
Por Rebeca Luisy
Goiás atingiu superávit de US$ 6,243 bilhões na balança comercial entre janeiro e setembro de 2026, impulsionado pelo desempenho das exportações estaduais. No período, as vendas externas somaram US$ 10,704 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 4,461 bilhões. Somente em setembro, o estado registrou saldo positivo de US$ 588 milhões, com US$ 1,018 bilhão em exportações e US$ 430 milhões em importações, segundo dados da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC).
O complexo soja liderou os embarques goianos, com US$ 5,4 bilhões em vendas externas, o que representa 50,59% do total exportado no acumulado do ano. O setor de carnes ocupou a segunda posição, com US$ 2,2 bilhões e participação de 20,91%, tendo a carne bovina como principal produto, responsável por 16,23% das exportações estaduais. As vendas de carne de aves também apresentaram crescimento de 24,94% em relação ao mesmo período de 2025.
Além do agronegócio, outros segmentos contribuíram para o resultado positivo. As exportações de ferroligas somaram US$ 708 milhões, equivalentes a 6,62% do total, enquanto os minérios de cobre alcançaram US$ 617 milhões, com participação de 5,77% e elevação de 79,97% no acumulado de janeiro a setembro, em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. O avanço reforça a diversificação da pauta exportadora goiana e a relevância da indústria mineral no comércio exterior do estado.
“Os resultados confirmam a capacidade de Goiás de gerar valor e manter sua competitividade no cenário global. Superamos a marca de US$ 10 bilhões em exportações no acumulado do ano, demonstrando a força do nosso parque produtivo e do agronegócio. Esse desempenho reflete uma estratégia de desenvolvimento conduzida pelo governador Daniel Vilela, aliada ao empenho diário dos empresários goianos”, afirmou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna Braga Filho.
Entre os principais destinos das exportações, a China manteve a liderança, com compras de US$ 4,6 bilhões, o equivalente a 43,19% do total goiano. Em seguida aparecem Estados Unidos (6,49%), Espanha (3,86%), Países Baixos (3,36%) e Canadá (2,76%). No recorte municipal, Rio Verde liderou as vendas externas, com US$ 2,7 bilhões e 25,60% de participação, seguido por Jataí, Alto Horizonte, Mozarlândia e Palmeiras de Goiás. Já nas importações, voltadas sobretudo ao abastecimento industrial e à modernização do parque fabril, Anápolis concentrou 44,68% das aquisições no exterior, seguida por Catalão, Aparecida de Goiânia e Goiânia.



































