Disputa acirrada: Datafolha revela novo cenário para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro

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Por Rebeca Luisy

O Instituto Datafolha divulgou, nesta quinta-feira (8), a primeira pesquisa de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial de 2026, apontando um cenário de extrema polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, encomendado pelo Grupo Globo e pela Folha de S.Paulo, foi realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, com 2.520 eleitores entrevistados presencialmente em pontos de fluxo populacional em todo o país.

A pesquisa registra uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e chega em um momento crucial da campanha, após Flávio Bolsonaro ter obtido 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, realizado no último domingo (4), contra 45,16% de Lula. A diferença de apenas 1,87 ponto percentual entre os dois candidatos no pleito inicial marcou a menor margem registrada em um primeiro turno de eleição presidencial na história recente do país.

O resultado do Datafolha será amplamente analisado pelas duas campanhas, que buscam consolidar suas bases eleitorais e conquistar os indecisos antes da votação do segundo turno, marcada para 25 de outubro. Na mesma data, o instituto também divulgou pesquisas para as disputas ao governo do Distrito Federal, entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT), e do Rio de Janeiro, ampliando o retrato do cenário eleitoral nestas unidades da Federação.

A divulgação deste levantamento integra uma série de pesquisas que começam a ser publicadas nesta semana, incluindo estudos do PoderData, AtlasIntel e Vox, todos buscando medir as intenções de voto no novo contexto da disputa presidencial. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi feito sob o código BR-02949/2026, garantindo a transparência e a conformidade com as normas eleitorais vigentes.

Com o segundo turno definido, as atenções do eleitorado e dos analistas políticos se voltam para a capacidade de cada candidato de mobilizar seus apoiadores e atrair os votos dos eleitores dos candidatos eliminados no primeiro turno. Os próximos dias serão decisivos para a definição das estratégias de campanha, com debates e comícios intensificados até a data da votação, quando o Brasil decidirá o próximo ocupante do Palácio do Planalto

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