
Por Rebeca Luisy
O estado de Goiás registrou um saldo positivo de US$ 589 milhões na balança comercial durante o mês de setembro de 2026, consolidando a robustez de sua economia no cenário internacional. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), as exportações goianas alcançaram o montante de US$ 1,019 bilhão, enquanto as importações somaram US$ 430 milhões no mesmo período. Com o resultado mensal, o saldo comercial acumulado no ano — entre janeiro e setembro — atingiu a marca de US$ 6,243 bilhões, fruto de US$ 10,704 bilhões em vendas externas frente a US$ 4,461 bilhões em aquisições do exterior.
No panorama do comércio internacional do país, Goiás ocupou em setembro a 10ª posição no ranking das exportações e a 13ª colocação no de importações. A pauta de exportações manteve-se ancorada em setores estratégicos da agropecuária e da mineração, com destaque para os complexos de soja e milho, carnes, ferroligas, ouro, minérios de cobre, açúcar, além de gorduras e óleos de origem animal e vegetal. O secretário-geral de Governo, Gean Carlo Carvalho, avaliou que os dados demonstram a consistência do modelo produtivo goiano, salientando que a base diversificada do estado amplia sua integração competitiva às cadeias globais de suprimento.
A abrangência internacional das mercadorias produzidas em território goiano reflete-se na pluralidade de parceiros comerciais globais. Países como China, Estados Unidos, Países Baixos, Canadá e Alemanha lideraram os destinos das exportações, seguidos por mercados relevantes na Ásia, Europa e Oriente Médio, a exemplo de Paquistão, Tailândia, Indonésia, Índia, Espanha, Arábia Saudita, Chile e Emirados Árabes Unidos. No âmbito municipal, polos do agronegócio e da indústria impulsionaram o desempenho exportador, com papel proeminente para Rio Verde, Alto Horizonte, Mozarlândia, Jataí, Itumbiara, Ouvidor, Barro Alto, Anápolis, Goiânia, Catalão e Senador Canedo.
Por sua vez, a pauta de importações em setembro voltou-se para o abastecimento da estrutura fabril e do setor de serviços, englobando componentes essenciais para a indústria local. As compras internacionais concentraram-se na aquisição de peças e acessórios automotivos, enxofre, insumos biológicos e farmacêuticos, adubos nitrogenados, motores de pistão, além de defensivos agrícolas como inseticidas, fungicidas e herbicidas. Os insumos foram provenientes sobretudo de nações com forte perfil industrial e tecnológico, incluindo China, Estados Unidos, Índia, Suíça, Alemanha, Japão e Rússia.
A dinâmica de importações esteve concentrada em municípios com parque industrial consolidado e forte vocação para o setor farmacêutico, automotivo e de fertilizantes. As cidades de Anápolis, Catalão, Aparecida de Goiânia, Rio Verde e Itumbiara lideraram o volume de insumos adquiridos no exterior, acompanhadas por municípios como Barro Alto, Senador Canedo, Bela Vista de Goiás, Formosa e Luziânia. O equilíbrio entre o volume exportado de commodities e a importação de insumos tecnológicos reafirma o papel de Goiás como motor do desenvolvimento econômico e polo de atração de capital produtivo no Centro-Oeste.
Resumo Executivo da Balança Comercial (Setembro/2026)
- Superávit Mensal: US$ 589 milhões (Exportações: US$ 1,019 bilhão | Importações: US$ 430 milhões).
- Saldo Acumulado no Ano (Jan–Set/2026): US$ 6,243 bilhões (Exportações: US$ 10,704 bilhões | Importações: US$ 4,461 bilhões).
- Posição Nacional: 10º maior exportador e 13º maior importador do Brasil.
- Principais Produtos Exportados: Complexos soja e milho, carnes, ferroligas, ouro, minérios de cobre e açúcar.
- Principais Destinos: China, Estados Unidos, Países Baixos, Canadá, Alemanha, Tailândia e Índia.
- Principais Origens de Importação: China, Estados Unidos, Índia, Suíça, Alemanha, Japão e Itália.




































