Ciência e igualdade: Governo de Goiás financia pesquisas e formação tecnológica para ampliar a presença feminina

Foto: Fapeg

Por Rebeca Luisy

O Governo do Estado de Goiás vem intensificando os investimentos para fortalecer o protagonismo feminino na produção científica, na inovação e na formação tecnológica. Por meio de chamadas públicas, editais de fomento e projetos de empreendedorismo, o Poder Executivo estadual assegura o suporte financeiro necessário para que meninas e mulheres ocupem posições de destaque no ecossistema de pesquisa. As ações são lideradas pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), com foco na atração e permanência de talentos em áreas como engenharia, computação e ciências exatas.

As diretrizes do programa estadual Goianas na Ciência e Inovação conectam diretamente o conhecimento científico ao desenvolvimento de políticas públicas de proteção social. Em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), a Fapeg destinou R$ 1 milhão para custear dez pesquisas voltadas ao combate e à prevenção da violência contra meninas e mulheres. Um dos destaques é o estudo coordenado pela pesquisadora Jéssica Traguetto, da Universidade Federal de Goiás (UFG), focado na criação de ferramentas integradas para a identificação precoce de riscos letais em 45 municípios goianos.

Além da pesquisa acadêmica aplicada, os investimentos estaduais priorizam a qualificação tecnológica nas redes de ensino desde a educação básica. O programa de capacitação em robótica e programação Start reserva 50% de suas vagas exclusivamente para o público feminino, somando aportes de R$ 4,42 milhões desde 2024. Paralelamente, iniciativas como o projeto STEAM4Girls, desenvolvido no Instituto Federal de Goiás (IFG), levaram oficinas de impressão 3D, automação e realidade virtual para alunas de escolas públicas, conectando a juventude feminina a carreiras do futuro.

O fomento governamental alcança também áreas de fronteira do conhecimento científico e da tecnologia avançada. Pesquisadoras da UFG recebem suporte financeiro para o desenvolvimento de estudos sobre materiais moleculares aplicados à spintrônica e à computação quântica, enquanto no campus do IFG em Uruaçu o projeto Meninas Cientistas garante bolsas de iniciação científica júnior. O incentivo contínuo assegura que pesquisadoras goianas liderem investigações estratégicas com potencial para transformar o mercado de tecnologia e a infraestrutura industrial.

Entre os anos de 2019 e 2026, a Fapeg destinou R$ 448,1 milhões à sua atividade finalística, sendo que quase 80% desse montante concentrou-se nos últimos quatro anos de gestão. Além do fomento financeiro, a política governamental atua na criação de mecanismos institucionais de acolhimento e equidade, abordando a maternidade na carreira acadêmica e o acesso de mulheres aos postos de liderança científica. A estratégia reafirma o compromisso de Goiás com a inclusão, a democratização do conhecimento e o progresso social por meio da ciência.

Resumo Executivo e Principais Investimentos

  • Programa Central: Goianas na Ciência e Inovação (Secti / Fapeg).
  • Fomento à Proteção Social: R$ 1 milhão investidos em 10 pesquisas aplicadas ao enfrentamento da violência contra a mulher (Seds/Fapeg).
  • Formação Tecnológica:
    • Programa Start: R$ 4,42 milhões aplicados em cursos de robótica (50% das vagas reservadas para meninas).
    • Programa Eleve (Empreendedorismo): R$ 670 mil em editais de apoio.
    • Projeto STEAM4Girls (IFG): Capacitação em robótica, programação e realidade virtual para 120 alunas da rede pública.
  • Pesquisas de Ponta: Apoio a projetos de computação quântica e spintrônica na UFG e bolsas no IFG Uruaçu.
  • Balanço da Fapeg (2019–2026): R$ 448,1 milhões aplicados no fomento científico estadual.