
Por Rebeca Luisy
A discussão sobre o uso de câmeras corporais por policiais ganhou novo capítulo na campanha eleitoral em Goiás. Durante um comício da base governista realizado na terça-feira (15/9), em Aparecida de Goiânia, o ex-governador e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou a possibilidade de adoção dos equipamentos pelas forças de segurança.
Sem citar diretamente o senador Wilder Morais (PL), candidato ao Governo de Goiás, Caiado reagiu à declaração dada pelo adversário um dia antes. “Botar câmera nos policiais? Ah, rapaz! Deixa de ser frouxo!”, afirmou. Na sequência, o ex-governador defendeu uma atuação firme das forças policiais e declarou que Goiás deve ser conduzido “na lei, na ordem e no respeito ao cidadão”.
A declaração ocorreu um dia depois de Wilder afirmar, durante entrevista à Rádio Sucesso, que avaliaria a implantação das câmeras corporais caso fosse eleito. O candidato disse que conversaria, nos primeiros 100 dias de governo, com a Corregedoria da Polícia Militar e com integrantes da corporação antes de tomar uma decisão sobre o tema.
Wilder também afirmou não ter “nenhuma dificuldade” em seguir o entendimento dos policiais. “O que a nossa corporação entender que é bom para a sociedade e para a segurança pública, nós vamos ter. Como também se decidir não ter, eu também vou ficar com a corporação”, declarou. Após a repercussão, a campanha do senador divulgou uma nota afirmando que ele é contrário ao uso das câmeras e que a fala teria sido retirada de contexto.
O assunto também provocou manifestações de outros candidatos ao Governo de Goiás. Marconi Perillo (PSDB) defendeu que a possível adoção dos equipamentos seja discutida com especialistas e representantes das forças de segurança. Daniel Vilela (MDB), por sua vez, declarou ser “radicalmente contra” o uso das câmeras corporais por policiais.






































