
Por Rebeca Luisy
A apuração do pleito proporcional em Sergipe definiu a nova bancada federal que ocupará as oito cadeiras destinadas ao estado no Congresso Nacional na próxima legislatura. A eleição ratificou uma combinação entre a continuidade de mandatos expressivos e a inserção de novos quadros políticos na capital federal, estabelecendo um grupo heterogêneo cuja principal meta será garantir a alocação de recursos federais e priorizar projetos estruturantes para a região.
A liderança das urnas ficou sob a responsabilidade da deputada Yandra Moura (União Brasil), que conquistou a maior votação no estado ao superar a marca de 115 mil votos nominais. Na sequência da preferência do eleitorado, destacaram-se Cláudio Mitidieri (PSB) e João Daniel (PT), obtendo votações expressivas em diferentes regiões sergipanas e consolidando palanques fortes tanto no litoral quanto no interior do estado.
Completam a representação de Sergipe no Poder Legislativo Federal os parlamentares Fábio Reis (PSD), Delegada Katarina (PSD), Ícaro de Valmir (Republicanos), Capitão Samuel (União Brasil) e Gustinho Ribeiro (PP). A diversidade partidária dos eleitos reflete um equilíbrio entre legendas de centro, centro-direita e centro-esquerda, assegurando ao estado múltiplos canais de articulação política junto ao governo federal.
Do ponto de vista das prioridades institucionais, a bancada eleita assume o compromisso de atuar de forma articulada em pautas estratégicas, como a expansão da infraestrutura hídrica, o fortalecimento da segurança pública, o incentivo ao agronegócio e a melhoria do sistema de saúde pública. A articulação do orçamento da União, por meio das emendas parlamentares individuais e de bancada, figura como instrumento central para a viabilização dessas demandas municipais.
Com a homologação dos resultados pela Justiça Eleitoral, os oito deputados federais diplomados preparam-se para o início dos trabalhos parlamentares em Brasília. O desafio central do grupo para os próximos quatro anos residirá na capacidade de manter o diálogo suprapartidário e a coesão institucional na defesa dos interesses socioeconômicos de Sergipe.



































