Avanço na saúde: Goiás registra redução de 19,5% nos casos de síndrome respiratória aguda grave em 2026

Foto: SES/GO

Por Rebeca Luisy

Goiás apresentou uma queda expressiva de 19,5% nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e meados de agosto de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), o total de ocorrências caiu de 8.500 em 2025 para 6.881 no presente ano. O resultado reflete a eficácia das medidas preventivas e o fortalecimento da rede de atendimento no estado.

Do total de notificações computadas pela pasta estadual, cerca de 10,78% foram associadas ao vírus da influenza, enquanto 42,73% figuram na categoria de SRAG não especificada, classificação atribuída quando a identificação do agente etiológico específico não é concluída. Em termos demográficos, o perfil epidemiológico aponta que as crianças menores de 2 anos concentram a maior parcela dos episódios no território goiano, seguidas de perto pela faixa etária dos idosos.

Em âmbito nacional, o cenário monitorado pelo sistema InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contabilizou 151.165 casos da doença ao longo de 2026. Dentre as amostras com diagnóstico positivo para patógenos respiratórios no país, o vírus sincicial respiratório (VSR) liderou as ocorrências com 41,1%, seguido pelo rinovírus (31,4%), influenza A (17%), influenza B (5,5%) e pelo SARS-CoV-2 (3,8%).

Diante do quadro de circulação viral, a SES-GO reforça a orientação para que cidadãos que apresentem sintomas de alerta e agravamento — a exemplo de falta de ar, tosse persistente ou descompensação de comorbidades crônicas — busquem atendimento médico imediato em uma unidade de saúde para o correto diagnóstico e suporte terapêutico.

Como principal pilar de defesa contra as complicações decorrentes dessas infecções, a imunização permanece indispensável. A Secretaria de Estado da Saúde destaca a relevância de manter o cartão de vacinação rigorosamente atualizado, priorizando os grupos de maior vulnerabilidade clínica para garantir uma proteção coletiva duradoura.

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