
Por Rebeca Luisy
A senadora Leila Barros, conhecida como Leila do Vôlei, foi oficializada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) como candidata à reeleição pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. A decisão foi tomada durante a convenção da legenda, realizada em Brasília, no dia 4 de agosto.
Nascida e criada em Taguatinga, Leila construiu uma carreira de destaque no esporte antes de ingressar na política. Ex-jogadora da Seleção Brasileira de Voleibol, conquistou medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos de 1996 e 2000 e medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1999.
Após deixar as quadras, atuou como comentarista esportiva e ocupou o cargo de secretária de Esporte e Lazer do Distrito Federal. Em 2018, foi eleita senadora, tornando-se a primeira mulher eleita pelo DF para representar a unidade da Federação no Senado.
No Congresso Nacional, Leila tem concentrado sua atuação em políticas públicas relacionadas ao esporte, à proteção das mulheres e à juventude. Ela preside a Comissão de Esporte do Senado no biênio 2025-2026 e participou da elaboração da Lei Geral do Esporte, além de defender iniciativas voltadas à valorização de atletas e ao fortalecimento do esporte educacional.
A campanha de Leila deverá ser marcada pela tentativa de reunir partidos do campo progressista em torno de uma frente ampla para a disputa pelo Governo do Distrito Federal. A senadora concorrerá a uma das duas vagas que serão renovadas no Senado, em uma eleição que também contará com nomes de diferentes correntes políticas e ideológicas.
Leila Barros esteve envolvida em uma disputa judicial de natureza financeira com o antigo partido, o PSB. A legenda cobrou na Justiça o pagamento de contribuições partidárias referentes ao período em que a parlamentar exerceu mandato, em uma ação inicialmente calculada em cerca de R$ 102,4 mil. Em 2023, a 22ª Vara Cível de Brasília determinou a penhora de um veículo da senadora como desdobramento do processo. O caso não está relacionado a acusação de corrupção ou improbidade administrativa.
O nome da senadora também apareceu em reportagens sobre investigações envolvendo pessoas que integraram seu círculo político ou profissional, como a ex-chefe de gabinete Ricarda Lima, investigada na Operação Tie-Break por suspeitas relacionadas a contratos do Instituto Amigos do Vôlei. Leila, porém, não foi apontada como investigada na operação. Em outro episódio, uma ex-colaboradora de sua campanha de 2018 foi posteriormente alvo de investigação no caso de descontos indevidos do INSS; a senadora afirmou que o vínculo foi pontual e restrito ao período eleitoral.





































