
Por Rebeca Luisy
As medidas de controle fitossanitário adotadas em Goiás para conter o greening já refletem em crescimento da produção estadual de citros. Levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), divulgado na publicação Agro em Dados, relaciona a adoção de normas sobre produção e comercialização de mudas e o monitoramento sistemático dos pomares ao desempenho positivo observado em laranja, limão e tangerina.
O conjunto de ações visa reduzir o risco de entrada e disseminação do Huanglongbing (greening), doença causada pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. e transmitida pelo psilídeo. Em resposta às ameaças observadas em outras regiões produtoras do país, como São Paulo e o Triângulo Mineiro, Goiás reforçou a fiscalização e estabeleceu regras específicas, incluindo exigências para viveiros e inspeções de trânsito de material vegetal.
Uma das principais medidas da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) foi determinar que a produção de mudas cítricas ocorra exclusivamente em viveiros protegidos por telados com malha antiafídica. Em 2026, a criação do Programa Estadual de Prevenção e Controle Complementar ao Huanglongbing (PECHLB) ampliou ações de vigilância, monitoramento dos pomares e fiscalização de viveiros e pontos de comercialização de mudas.
Os indicadores de produção confirmam a expansão da citricultura no estado. Dados do IBGE apontam crescimento de 36,7% na produção de laranja na última década, com aumento de 50,4% na área colhida. Para 2026 a safra estimada é de 199,7 mil toneladas, 9,8% acima do ciclo anterior, com Itaberaí destacando-se como maior produtor estadual e Pontalina apresentando a produtividade média mais elevada.
O avanço não se limita à laranja: a produção de limão cresceu 87,8% entre 2020 e 2024, com aumento significativo da área colhida e do valor da produção, enquanto a tangerina registrou expansão do valor de mercado e ampliação do cultivo para 29 municípios. Segundo a Agrodefesa, o estado conta hoje com 533 citricultores cadastrados em 562 propriedades, e as ações de prevenção e controle permanecem prioritárias para sustentar a recuperação e proteger a cadeia produtiva.








































