
Da redação
Relatórios indicam necessidade de manutenção preventiva em pontes e viadutos da capital federal para evitar riscos estruturais.
O desabamento de uma ponte sobre o Rio Tocantins acendeu o alerta sobre a conservação de pontes, viadutos, passagens subterrâneas e passarelas no Distrito Federal. Desde 2012, um relatório do Tribunal de Contas do DF (TCDF) já apontava riscos estruturais em nove estruturas da capital e recomendava intervenções imediatas em obras do Plano Piloto. Entre os locais listados estavam a Ponte do Bragueto, Ponte Costa e Silva, Ponte das Garças, além de diversos viadutos nos Eixos L e W.
Problemas estruturais históricos culminaram em eventos como o desabamento parcial do viaduto do Eixão Sul, em 2018, e na interdição da ponte sobre o Rio Melchior, em 2022. Segundo o engenheiro civil Érick Luiz de Freitas, especialista em Infraestrutura de Transportes, “viadutos, túneis e pontes, conhecidos como Obras de Arte Especiais (OAE), exigem inspeções e manutenções singulares para prolongar sua vida útil e prevenir manifestações patológicas ou anomalias”.
O TCDF informou, por meio de nota, que realiza inspeções periódicas para avaliar o estado das estruturas e fornecer subsídios para uma política de manutenção preventiva e corretiva. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) afirmou que monitora e realiza reforços nas estruturas identificadas como prioritárias.
A necessidade de intervenções regulares é urgente para evitar acidentes e manter a segurança das estruturas públicas. Especialistas alertam que a falta de manutenção preventiva compromete a vida útil dessas obras e aumenta o risco de colapsos.