Expansão das escolas cívico-militares no DF reacende debate entre deputados

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

Da redação

Modelo defendido pelo governo local recebe críticas da oposição por falta de comprovação de resultados educacionais

As escolas cívico-militares do Distrito Federal voltaram ao centro do debate na Câmara Legislativa nesta terça-feira (25), em sessão marcada por divergências entre parlamentares da base governista e da oposição sobre os impactos do modelo na educação pública.

O deputado Roosevelt (PL) rebateu uma reportagem que criticava exigências de vestuário por bombeiros no CEF 4 do Guará. Segundo ele, “os bombeiros têm consciência da realidade financeira de muitos estudantes, mas precisam cobrar o uso adequado do uniforme daqueles que têm condições, mas preferem usar chinelo”. Ele também afirmou que os militares já organizaram doações de calçados a estudantes carentes e leu a carta de uma aluna do 9º ano agradecendo pelas mudanças na escola, citando a redução da violência e das drogas.

Roosevelt destacou que o DF conta com 23 escolas cívico-militares — 15 sob responsabilidade dos bombeiros e 8 da Polícia Militar — e que destinou R$ 5 milhões para essas instituições por meio de emendas parlamentares.

Líder do governo, Hermeto (MDB) anunciou a expansão do modelo para outras 15 escolas, que contarão com policiais da reserva atuando com adicional de 30% pago pela Secretaria de Educação. Segundo ele, a medida garantirá mais segurança nas unidades.

Já o deputado Gabriel Magno (PT), presidente da Comissão de Educação da Casa, criticou a ausência de estudos oficiais que comprovem os benefícios do modelo. Ele comparou os resultados das escolas cívico-militares com os de unidades de tempo integral bem avaliadas, como o CEMI do Gama e o CED do Lago, destacando que esses sim contam com comprovação científica de seus resultados.