
Por Rebeca Luisy
O parque industrial de Goiás consolida um momento de expressiva robustez e dinamismo ao registrar um avanço de 6% na geração de empregos formais durante o primeiro semestre de 2026. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram abertas 11.423 vagas, o setor fabril demonstrou forte capacidade de expansão e atração de novos investimentos para o território goiano.
aDe acordo com o levantamento oficial do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego com validação do Instituto Mauro Borges (IMB), a indústria do estado adicionou 12.111 novos postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e junho. O principal motor desse desempenho foi a indústria de transformação, responsável por 9.988 vagas, seguida pelos segmentos de saneamento ambiental e gestão de resíduos (1.149), indústrias extrativas (619) e o setor de eletricidade e gás (355).
Analisando a curva mensal, o primeiro trimestre concentrou os maiores picos de contratações líquidas, com destaque para o mês de março, que liderou o semestre com 3.076 novos postos, secundado de perto por abril (3.043) e fevereiro (2.515). No cenário macroeconômico estadual, a indústria figurou como a segunda maior força geradora de empregos formais, ficando atrás apenas do setor de serviços, que somou 15.645 oportunidades, contribuindo para um total de 43.704 vagas em toda a economia goiana no período.
Do ponto de vista geográfico e estratégico, análises da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) apontam que o estado garantiu a sexta colocação no ranking nacional de crescimento relativo do emprego industrial. Os maiores volumes absolutos de contratações concentraram-se em polos tradicionais como Goiânia, Anápolis, Rio Verde e o município de Santa Terezinha de Goiás, este último também sobressaindo-se nos índices de expansão proporcional junto a cidades como Serranópolis e Uruaçu.
Esse robusto aquecimento do mercado de trabalho caminha lado a lado com a alta da produção industrial goiana, que avançou 3,3% no acumulado de 12 meses — superando expressivamente a média nacional de 0,6%, conforme os indicadores da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE. O alinhamento entre produtividade e geração de empregos reafirma o papel de Goiás como um dos principais eixos de desenvolvimento e estabilidade econômica do país.



































