O candidato ao GDF Elisson Ferreira recebe carta do Vertentes e reforça propostas para saúde mental de crianças e jovens no DF

Por Rebeca Luisy

O candidato ao Governo do Distrito Federal pelo Agir, Elisson Ferreira (conhecido como Elisson 36), recebeu a Carta Compromisso do Vertentes – Ecossistema de Saúde Mental e afirmou que pretende incorporar à gestão medidas voltadas à prevenção, ao atendimento e ao fortalecimento da saúde mental, com atenção especial a crianças, adolescentes e jovens. O Vertentes desenvolve, nas eleições de 2026, um projeto de incidência política voltado justamente à inclusão da saúde mental de crianças, adolescentes e jovens nos planos de governo.

A carta entregue ao candidato reúne 24 recomendações e propõe que a saúde mental seja tratada de maneira transversal, envolvendo não apenas a rede de saúde, mas também educação, assistência social, cultura, lazer e desenvolvimento urbano. O documento também defende ações específicas de prevenção, participação de adolescentes e jovens na construção das políticas públicas e planejamento voltado aos territórios mais vulneráveis. Para Elisson, o desafio é fazer com que o poder público consiga atuar antes que situações de sofrimento psíquico se agravem, com uma atuação integrada entre diferentes áreas do governo. “A saúde mental precisa ser tratada como prioridade e não apenas quando o problema já chegou ao limite. O governo precisa prevenir, identificar, acolher e garantir atendimento. Principalmente quando estamos falando das nossas crianças e dos nossos jovens”, afirmou Elisson.

Um dos pontos destacados na carta é justamente o ambiente escolar, com recomendações para fortalecer programas de promoção da saúde mental nas escolas e capacitar profissionais da educação e da assistência social para reconhecer sinais precoces de sofrimento psíquico e situações de risco. Elisson afirmou que pretende avançar na integração entre Saúde e Educação, criando protocolos para que estudantes que necessitem de acompanhamento não fiquem sem uma resposta do poder público. “Professor não vai substituir psicólogo e nem profissional de saúde. Mas a escola precisa saber para onde encaminhar aquele aluno e a família precisa encontrar uma porta aberta no Estado. O que não pode continuar é a pessoa precisar de ajuda e começar uma peregrinação para conseguir atendimento”, disse.

A ampliação da estrutura de atendimento também aparece entre as principais diretrizes do Vertentes, com proposta de fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e prioridade a novos investimentos na expansão dos CAPSi, unidades voltadas ao atendimento de crianças e adolescentes. A intenção apresentada por Elisson é mapear a demanda em cada região administrativa e utilizar os dados para definir onde ampliar serviços, equipes e estruturas, integrando essa política ao processo de digitalização da saúde defendido por sua campanha. A Carta Compromisso também chama atenção para o financiamento, recomendando a identificação dos recursos destinados especificamente à saúde mental, o acompanhamento da execução financeira e a garantia de que a ampliação dos serviços venha acompanhada dos recursos necessários para mantê-los.

Ao receber o documento, Elisson afirmou que as propostas serão consideradas na construção e execução das políticas de saúde de uma eventual gestão, destacando que políticas de esporte, cultura, lazer e ocupação dos espaços públicos devem fazer parte dessa estratégia. “Receber uma carta como essa não pode ser apenas um ato de campanha. É preciso olhar para as propostas, incorporar aquilo que pode melhorar a vida das pessoas e transformar compromisso em execução. Saúde mental é saúde e precisa ser tratada como política pública permanente”, concluiu.

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