
Por Rebeca Luisy
O preço do leite pago ao produtor em Goiás registrou valorização expressiva ao longo de 2026. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), o litro passou de R$ 1,92, em janeiro, para R$ 2,94, em julho, alta de 53,1% no período.
No mercado nacional, a cotação avançou de R$ 2,02 para R$ 2,88 por litro, crescimento de 42,6%. Desde junho, o preço registrado em Goiás permanece acima da média brasileira e, em julho, ficou 2,1% superior à cotação nacional. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a valorização goiana foi de 15,7%, enquanto o aumento no país alcançou 9,9%.
A produção também mantém Goiás entre os principais estados do setor leiteiro. Segundo a Pesquisa Trimestral do Leite, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado captou 535 milhões de litros no segundo trimestre de 2026, volume correspondente a 8,1% do total nacional. Com esse resultado, Goiás ocupou a sexta posição entre as unidades da Federação em volume de leite captado.
A valorização do produto contribuiu para a revisão positiva das estimativas do Valor Bruto da Produção (VBP). Em Goiás, a projeção para 2026 chega a R$ 5,6 bilhões, crescimento de 24,4% em relação à estimativa calculada em janeiro. No cenário nacional, o VBP do leite está estimado em R$ 74,4 bilhões, avanço de 6,5% frente à projeção inicial do ano.
Para acompanhar o mercado e apoiar os produtores, a Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás promove o diálogo entre agricultores, indústrias e demais agentes do setor. Criada em 2019 pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a iniciativa também publica mensalmente o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano, com dados sobre preços de derivados e informações que auxiliam nas negociações e na tomada de decisões.





































