O drama diário dos Águas Lindenses

O drama diário das pessoas nos transportes público de Águas Lindas

  • A Madrugada fria e os obstáculos no caminho em meia à escuridão não desanimam à população por um futuro melhor. A única luz sobre as ruas de Águas Lindas é a da lua. Mesmo com os passos largos e o batimento cardíaco acelerado, Nilza de Sousa, 28 anos, diz que o caminho de 2 km de sua casa até o ponto de ônibus parece uma eternidade, sendo o único trajeto disponível.
  • O vento cortante no rosto e o sereno da aurora, mostram o descaso com a comunidade por falta de uma infraestrutura adequada que ampare os usuários na espera
  • Após um dia de trabalho, intercalado por uma saga de aproximadamente 5 horas dentro de dois ônibus diferentes antes de rever à família, ela desabafa:do transporte público.
  • “A sensação é de insegurança. Já corri várias vezes por medo de ser assaltada. Minha irmã já foi assaltada. Sem falar nas histórias dolorosas de várias amigas. O esposo não vai me buscar no ponto de ônibus, pois prefiro que ele cuide dos nossos filhos”, relatou Nilza.1 de 5  

Durante uma semana de agosto, o Tudo Ok Notícias acompanhou o trajeto diário dos trabalhadores que passam até um terço de suas vidas dentro de ônibus.

Ao alvorecer às 4h, Luis Cláudio dá um beijo na mulher, guarda a marmita na mochila e anda apressado pelas ruas do Residencial Jardim Paraíso (Águas Lindas de Goiás), em direção ao ponto de ônibus. Ele conta que quase nunca vê a luz do dia ao lado da esposa e de seus filhos, porque passa um bom tempo de seu dia no trajeto de ida e volta para o trabalho. Quando há um acidente, chove ou é época escolar, o tempo de deslocamento ainda é maior, “um terço da minha vida sendo avistada por meio de uma janela de ônibus”, desabafou.

Daniel Castro se junta a dezenas de outros trabalhadores rumo à parada de ônibus, são 40 km que separam a casa onde vive do local de trabalho. Muitas vezes, três horas para ir e outras quatro para voltar. Percurso feito em pé, devido a escassez na oferta de coletivos.
As pessoas enfrentam ainda mais uma barreira no transporte público de Àguas Lindas. Passagens caras, frota de ônibus antiga, falta de paradas de ônibus e de um terminal são as queixas diárias dos águas lindenses.1 de 2  

A população sente na pele a realidade do transporte público.

Para o especialista Jefferson Pedrosa, os trabalhadores “são como escravos”, pois o tempo de deslocamento de suas residências ao trabalho, e vice-versa, na área urbana é um tempo perdido que os impede de ter lazer, cultura e, até mesmo, estar com suas famílias.

O problema se dá “por não ter em sua cidade um plano de mobilidade e acessibilidade que venha contemplar a mobilidade ativa. Ou seja, falta de calçadas, ciclovias e outros equipamentos públicos necessários para a execução dos seus direitos de ir e vir como cidadãos”, complementou Pedrosa.

Problemas agravados no período de pandemia, conformo pontuou o especialista que alerta para a necessidade desinfecção dos coletivos, diariamente, antes do início da operação, além do uso de máscaras pelos motoristas e passageiros.

O Tudo OK Notícias conversou com o pré-candidato à prefeitura de Águas Lindas, Marco Túllio, que reconheceu a gravidade do problema e destacou dois pontos importantes para a solução do problema. Segundo ele, é fundamental trazer atrativos para tornar o município um polo gerador de empregos, afastando o estigma de cidade dormitório, aproximando as empresas e o comércio do domicílio das pessoas, tendo como uma das premissas a mudança no uso do solo. “É necessário levar o trabalho para onde as pessoas residem, através de uma legislação que reduza impostos e incentive o deslocamento de empresas para Águas Lindas”, frisou.1 de 2  

Por Josiel Ferreira

A população reclama dos preços das passagens e o serviço prestados de péssima qualidade.

O segundo ponto levantado pelo pré-candidato consiste na implantação de uma infraestrutura digna, por meio de um plano abrangente desenvolvimento econômico e social, atrelado a um programa de mobilidade eficiente. “Além de gerar empregos, é preciso investir em mobilidade. Tirar do papel corredores exclusivos para os ônibus, investir em ciclovias e calçadas, facilitando a locomoção dentro da cidade, e pensar em modais mais eficientes e confortáveis, concluiu.

Assista ao vídeo:https://www.youtube.com/embed/R_CxPC3bbsY?version=3&rel=1&fs=1&autohide=2&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1&wmode=transparent

Fonte: Tudooknoticias

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