O GDF ainda calcula de quanto será o reajuste, que por contrato deverá ser dado às cinco empresas que comandam o sistema de transporte do Distrito Federal neste mês. Atualmente, o valor a ser reajustado é de 8,5%, mas governo quer adiar repasse.
Se os servidores vão ficar sem reajuste por falta de condições do governo de Brasília em pagar os aumentos concedidos no governo passado, o mesmo não acontecerá com os empresários do sistema público de transporte. A informação foi confirmada pelo próprio secretário de Mobilidade, Carlos Tomé, que ainda negociará com os barões do transporte do DF para tentar reduzir o valor do subsídio.
De acordo com Tomé, o governo ainda calcula de quanto será o reajuste, que por contrato deverá ser dado às cinco empresas que comandam o sistema de transporte do Distrito Federal neste mês. Ele afirma ainda que atualmente o valor a ser reajustado é de 8,5%.
“Ainda vamos tentar postergar esse reajuste junto aos empresários. Queremos fazer uma análise dos valores gastos com o transporte para definir de quanto será o reajuste do subsídio. Nosso objetivo é reduzir esse valor”, declara Carlos Tomé.
O cálculo levará em conta o aumento das passagens que passarão, a partir de domingo (20), de R$ 3 para R$ 4, nas linhas que fazem os maiores percursos, por exemplo. O mesmo cálculo será utilizado ainda para pedir um novo repasse de recursos para a Câmara Legislativa, que no mês passado autorizou crédito de R$ 53 milhões para o pagamento dos subsídios as empresas.
A licitação do transporte e os constantes reajustes nos valores do subsídio pagos pelo governo às empresas são constantemente alvo de questionamentos da CPI do Transporte (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara Legislativa.
O presidente da CPI, Bispo Renato Andrade (PR), protestou contra a decisão do governo de não pagar os direitos dos trabalhadores, mas reajustar os valores pagos aos empresários.
“Se ele não tem que pagar alguém são os empresários. Parece que ele está com medo deles. Fala-se tanto do [ex-governador] Agnelo Queiroz (PT), mas ele teve coragem de peitar os empresários e acampar na empresa do Valmir Amaral, enquanto isso o governador não faz nada”, protestou Bispo Renato, que completou: “é difícil entender o que se passa na cabeça do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Não se mexe em direito adquirido”.
Aporte
De acordo com o presidente da CPI, o governo prepara enviar um pedido de aporte de R$ 116 milhões para o pagamento do subsídio das empresas. Ele ainda lembra que foi o próprio Rollemberg quem prometeu não reajustar as passagens do Distrito Federal.
Na última terça-feira (15), Rollemberg anunciou que não teria condições de caixa para pagar os servidores de 32 categorias, que receberiam reajustes dados pela gestão passada a partir de setembro.
O anúncio causou a revolta dos sindicatos, que anunciam greve para o próximo dia 24 de setembro. Sobre a movimentação, Rollemberg já avisou: “Greve não trará dinheiro”.
Fonte: Fato Online






































