Primo do deputado Cristiano Araújo é exonerado de cargo em Santa Maria, no DF

O governo do Distrito Federal exonerou nesta segunda-feira (24) o “primo distante” do deputado Cristiano Araújo (PSD), que há cinco dias tinha sido nomeado como chefe de gabinete da Administração Regional de Santa Maria. A saída de Ubiraci Cunha Nogueira Filho foi publicada no Diário Oficial, que, no entanto, não traz o nome do substituto dele.

No dia 19 de abril, Nogueira Filho tinha assumido o cargo no lugar do tio do deputado Cristiano Araújo, Artur da Cunha Nogueira. Além do parentesco, pesou contra Nogueira uma condenação na primeira instância por peculato. A sentença de 2016 condenou ele por desvio de recursos e uso irregular de verba pública.
A assessoria de Cristiano Araújo informou ao G1 que a indicação de Nogueira foi feita pelo parlamentar, mas disse que o próprio deputado pediu a “exoneração imediata do tio” ao saber da condenação. Sobre a exoneração de Ubiraci, a assessoria do deputado disse que foi uma decisão do governador e que Cristiano não iria comentar o fato.

Investigações contra Cristiano Araújo

Em 2016, Cristiano Araújo se tornou réu por improbidade administrativa no Tribunal de Justiça do DF por um caso semelhante. À época, o MP denunciou o parlamentar por contratar a mulher de Artur Nogueira, Ana Lúcia Pereira, para trabalhar em seu gabinete.

Na época da denúncia, Araújo disse que contratou a tia – com salário de R$ 14,1 mil – porque ela demonstrou competência ao trabalhar em sua campanha eleitoral. Ela foi exonerada pouco após a divulgação do caso. Até esta terça, o caso ainda não tinha sido levado a julgamento.

Em março deste ano, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal recebeu outra denúncia do Ministério Público contra o deputado Cristiano Araújo. Com a decisão, o parlamentar também se tornou réu por fraude em licitações, acusado de manipular resultados de editais da Fundação de Apoio à Pesqusa (FAP-DF) de 2012, que concederam bolsas para pesquisas ligadas a micro e pequenas empresas.

Se for condenado, o parlamentar ainda poderá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou ao Supremo Tribunal Federal (STF). O mérito da ação também será julgado pelo Conselho Especial, mas essa análise não tem data prevista.

Fonte: G1

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