
Por Rebeca Luisy
Goiás consolidou em 2024 a liderança regional no setor de serviços, com 62,4 mil empresas, número que supera isoladamente a soma dos estabelecimentos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e supera também o Distrito Federal. Os dados da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) do IBGE, divulgados em 27 de agosto, mostram ainda que o estado ocupa posição de destaque no porte e na presença territorial do setor na região.
O estado é também o principal gerador de empregos do Centro‑Oeste no segmento, com 451,2 mil pessoas ocupadas — o equivalente a um em cada três trabalhadores do setor na região atuando em Goiás. Nacionalmente, o estado aparece na 10ª posição em pessoal ocupado, refletindo a relevância local da atividade para o mercado de trabalho e para a dinâmica econômica estadual.
Em termos de desempenho econômico, Goiás figura na 9ª posição entre os estados por receita bruta do setor de serviços, com movimentação de R$ 84,9 bilhões em 2024. A remuneração aos trabalhadores injetou R$ 13,8 bilhões na economia goiana, indicador que evidencia o caráter multiplicador do setor sobre a demanda por bens e serviços na cadeia produtiva local.
A PAS aponta, internamente, a predominância dos serviços profissionais e administrativos como principal gerador de empregos no estado, com 26,6 mil empresas e 199,1 mil trabalhadores. Já o segmento de transportes e logística foi o maior em receita, com R$ 27 bilhões, impulsionado pelo transporte rodoviário, enquanto atividades como informação e comunicação e serviços pessoais registraram rendimentos médios superiores à média nacional.
A Pesquisa Anual de Serviços do IBGE é a fonte dessas informações e serve como instrumento para analisar a estrutura e a evolução do segmento empresarial não financeiro no país. Os resultados ressaltam tanto a capacidade de geração de emprego quanto o potencial de arrecadação e de atração de investimentos em Goiás, fatores relevantes para a formulação de políticas públicas e estratégias empresariais.






































