Conheça a candidata ao Senado: Erika Kokay (PT)

Foto: Mídia Ninja

Por Rebeca Luisy

A deputada federal Erika Kokay foi oficializada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) como candidata ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. O anúncio ocorreu durante a convenção da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, realizada em 5 de agosto, na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Natural de Fortaleza, Erika Kokay vive em Brasília desde 1975 e iniciou sua atuação política no movimento estudantil da Universidade de Brasília (UnB). Bancária e psicóloga, ela também presidiu o Sindicato dos Bancários, a Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal e o PT-DF antes de ingressar nas disputas eleitorais.

A candidata foi eleita deputada distrital em 2002 e 2006 e ocupa uma cadeira na Câmara dos Deputados desde 2011. Atualmente, exerce o quarto mandato consecutivo como deputada federal e integra as comissões de Trabalho e de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial.

Em sua campanha ao Senado, Erika Kokay pretende priorizar pautas relacionadas à democracia, à participação popular e à ampliação de políticas públicas. Sua atuação política também é marcada pela defesa dos direitos dos trabalhadores, das mulheres, da população negra, das crianças e adolescentes, das pessoas com deficiência e da comunidade LGBTQIA+.

A candidatura petista integra uma chapa que tem Leandro Grass como candidato ao Governo do Distrito Federal e Dora Gomes, do PV, como candidata a vice-governadora. Erika Kokay concorrerá a uma das duas vagas destinadas ao Distrito Federal no Senado, mas o registro da candidatura ainda depende da análise da Justiça Eleitoral, conforme o calendário oficial do pleito.

Erika Kokay já esteve envolvida em investigações e processos relacionados ao período em que presidiu o Sindicato dos Bancários de Brasília. Em 2016, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou denúncia contra a deputada ao Supremo Tribunal Federal por suspeitas de peculato e crime contra a administração pública, relacionadas a supostos desvios de recursos da entidade sindical. Também houve apurações sobre alegado desvio de verbas e sonegação fiscal no sindicato, referentes a fatos ocorridos após sua gestão.

A parlamentar também respondeu a uma ação por suposta apropriação indevida de parte do salário de uma ex-assessora, acusação que foi rejeitada pela Justiça do Distrito Federal em 2021 por insuficiência de provas, com trânsito em julgado e sem recurso do Ministério Público. Em 2018, o Conselho de Ética da Câmara arquivou, por unanimidade, uma representação que pedia sua cassação por suposta quebra de decoro parlamentar. Assim, embora seu histórico político registre acusações e processos, não há condenação confirmada nesses casos mencionados.

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