
Por Rebeca Luisy
A produção de feijão em Goiás registrou alta pelo segundo ano consecutivo e consolidou o estado na 2ª posição nacional em produtividade, com média de 2,4 toneladas por hectare, segundo o 11º Levantamento da Safra 2025/26 da Conab. A área plantada cresceu 6,5%, passando de 119,2 mil hectares para 127 mil hectares, e a colheita atingiu 299 mil toneladas, avanço de 3,6% que mantém Goiás no 5º lugar em produção entre os estados brasileiros.
O perfil da produção no estado é marcado pela predominância da 3ª safra e pelo destaque do feijão de cores, que concentra a maior parcela da produção goiana. Além do papel econômico, a cultura contribui para a sustentabilidade dos sistemas produtivos, pois, como leguminosa, o feijoeiro auxilia na fixação biológica de nitrogênio e na recuperação da matéria orgânica do solo, conforme observa a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
A perspectiva de valor econômico é positiva: o Valor Bruto da Produção (VBP) do feijão em Goiás para 2026 está estimado em R$ 1,7 bilhão, aumento de 32,8% em relação a 2025, projeção que elevaria a participação do estado no VBP nacional do setor para 12,8%, colocando Goiás em 4º lugar no ranking nacional desse indicador. Esse desempenho decorre da combinação entre aumento de área, ganhos de produtividade e dinamismo comercial.
Para proteger a cultura, o estado adota um conjunto de medidas de fitossanidade focadas no combate à mosca‑branca (Bemisia tabaci) e ao vírus do mosaico dourado do feijoeiro (BGMV). Entre as ações exigidas estão o cadastro das lavouras, o calendário de semeadura (21 de outubro a 30 de junho), o vazio sanitário anual em municípios previstos e a eliminação de restos culturais, medidas destinadas a reduzir a pressão de pragas e a limitar a disseminação de doenças virais.
Na comercialização, medidas tributárias reforçam a competitividade do produto goiano: a alíquota interestadual sobre o feijão passou de 6,06% para 2,4%, aproximando‑se dos percentuais praticados por estados vizinhos. Com cerca de 70% da produção destinada a outras unidades da Federação, a redução da carga tributária interessa diretamente à inserção do feijão goiano no mercado nacional e à manutenção da demanda por sua safra.






































