Artesanato indígena fortalece cultura e renda em Aruanã

Foto: Semad

Por Rebeca Luisy

O Centro Cultural Indígena de Aruanã tornou-se um espaço de valorização da cultura e de geração de renda para as comunidades das aldeias Buridina e Bdeburé. Com recursos do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Comunidades Tradicionais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o local recebe peças produzidas por famílias indígenas e oferece os itens para exposição e comercialização.

Os artesanatos são confeccionados com materiais como fibras naturais e barro, preservando técnicas e conhecimentos transmitidos entre gerações. Além de contribuir para o sustento das famílias, a venda das peças aproxima visitantes da cultura indígena e amplia o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas comunidades. A iniciativa integra as ações de apoio a povos tradicionais que colaboram para a conservação do Cerrado em seus territórios.

A presidente da Associação das Aldeias Buridina e Bdeburé, Mayalu Ratamaroe, pretende ampliar a função do centro cultural para transformá-lo também em um espaço de preservação da memória. Fotografias de gerações anteriores poderão ser incorporadas às exposições, ajudando a apresentar aos visitantes a trajetória das comunidades e de seus antepassados. Para a liderança, a preservação cultural é essencial para inspirar as novas gerações e manter vivas as tradições indígenas.

Além do artesanato, o Centro Cultural Indígena de Aruanã poderá fortalecer atividades relacionadas ao turismo, à produção de biojoias, à cultura, à religiosidade e à comercialização de produtos do Cerrado. Os recursos do PSA são destinados de acordo com critérios como a extensão da vegetação nativa preservada e o número de moradores de cada território.

O PSA Comunidades Tradicionais prevê investimento de R$ 18 milhões em projetos de comunidades indígenas e quilombolas de Goiás. As propostas, definidas pelas próprias comunidades após a habilitação no programa, podem ter duração de 12 a 36 meses e são acompanhadas pela Semad por meio de monitoramento técnico e relatórios semestrais. A medida busca conciliar conservação ambiental, autonomia econômica e fortalecimento da identidade dos povos tradicionais.

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