De cabeça e coração na lousa: uma jornada de paixão e aprendizado constante na arte de ensinar

Por Rebeca Luisy

Ser professor no Brasil é uma daquelas escolhas que misturam coragem, vocação e um desejo inabalável de transformar vidas. No Dia dos Professores, nada melhor do que olhar para as histórias de quem vive a rotina do giz, da caneta vermelha e dos sorrisos na porta da sala. A minha própria caminhada na educação começou muito antes da virada do milênio, no ano 2000, quando concluí o antigo Magistério no ensino médio. Aquele primeiro diploma não foi apenas um papel guardado na gaveta, mas o ponto de partida para uma paixão que só fez crescer e ganhar novos rumos com o passar dos anos.

A busca por entender cada vez mais os caminhos da aprendizagem me levou aos bancos acadêmicos da graduação em Pedagogia, concluída com orgulho em 2005. Só que quem escolhe a docência sabe muito bem que o diploma de graduação é apenas o começo da conversa. Desde então, a minha rotina nunca mais deixou de incluir cadernos de anotações, pós-graduações, cursos livres e horas de estudo para aperfeiçoamento. Afinal, a educação muda o tempo todo, e se atualizar é a melhor forma de oferecer aos estudantes o ensino dinâmico e afetuoso que eles realmente merecem.

Minha trajetória profissional também deu voltas interessantes e cheias de bagagem antes de chegar onde estou hoje. Houve um tempo em que meu palco eram os auditórios e salas da faculdade, encarando o desafio de formar futuros profissionais como professora universitária. Essa experiência no ensino superior me trouxe uma visão ampla sobre os ciclos do conhecimento, os desafios da vida adulta e a importância de criar uma base sólida de pensamento crítico desde os primeiros anos de formação.

Em 2011, resolvi dar uma virada de chave e voltar para onde o olho do estudante brilha com descobertas diárias: a sala de aula do Ensino Fundamental. Estar com as crianças todos os dias me ensinou que ensinar vai muito além de transmitir conteúdo de livros pedagógicos. Trata-se de acolher histórias, mediar conflitos com paciência, celebrar cada pequena conquista na escrita ou na matemática e inspirar mentes jovens a sonharem alto com o futuro.

Olhar para trás e ver essa trajetória de mais de duas décadas dá a certeza de que cada hora dedicada ao estudo e ao planejamento valeu a pena. Ser educadora é ser uma eterna aprendiz que se renova a cada ano letivo, a cada turma e a cada novo desafio proposto pelo cotidiano escolar. Neste Dia dos Professores, celebro não apenas a minha jornada de dedicação contínua, mas a força de todos os colegas que, com amor e conhecimento, continuam construindo o amanhã dentro das nossas escolas.

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