
Por Rebeca Luisy
O Partido Liberal (PL) no Distrito Federal reforçou, de forma clara, a estratégia de sustentar a candidatura à reeleição da governadora Celina Leão ao governo do DF, ao desautorizar a pré‑candidatura do senador Izalci Lucas ao Palácio do Buriti. A decisão, tomada pela executiva regional da legenda, atua como um sinal político de que o partido não permitirá a disputa interna pelo comando do GDF e opta por concentrar esforços eleitorais na permanência de Celina no cargo, dentro de um bloco de alinhamento conservador e pragmático.
A presidência regional do PL informou que Izalci não possui autorização partidária para concorrer ao governo do Distrito Federal, o que inviabiliza formalmente qualquer tentativa de pré‑candidatura pelo partido. A medida surge em meio a uma articulação já consolidada entre lideranças do PL, como a ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis, que há meses vêm sinalizando o apoio à vice‑governadora e, agora, governadora Celina Leão, reforçando que o partido não emprestará sua estrutura eleitoral a outra chapa.
Celina Leão, que assumiu o governo após a renúncia de Ibaneis Rocha para disputar o Senado, tem feito uma gestão marcada por alianças com o centro‑direita e por apoio de siglas como União, MDB, Republicanos, Podemos, Cidadania, Democratas e outras que já declararam convergência com sua candidatura à reeleição. A confirmação do PL na base aliada amplia o raio de sustentação política da governadora, ao mesmo tempo em que isola Izalci dentro do próprio partido, que já havia rejeitado, em reuniões anteriores, uma aliança com o ex‑governador José Roberto Arruda.
O episódio evidencia a consolidação de um projeto político que busca manter no Palácio do Buriti uma liderança alinhada ao campo bolsonarista e a setores conservadores, com Celina como âncora central. A articulação em torno de sua figura inclui apoios de nomes ligados à bancada evangélica e ao movimento conservador, como o deputado federal Clayton Prudêncio, escolhido como aposta para a renovação do DF na Câmara, reforçando a ideia de chapa que articula governo, parlamento e bancada ideológica em torno da governadora.
Com o calendário eleitoral de 2026 se encaminhando, a decisão do PL de barrar a pré‑candidatura de Izalci e puxar explicitamente o apoio para Celina Leão agrava a disputa interna na sigla, mas fortalece a governadora como candidata natural de um bloco majoritário. A operação política tende a intensificar as articulações de bastidores e a reconfiguração de alianças no Distrito Federal, colocando Celina mais uma vez no centro do tabuleiro eleitoral e reforçando a dimensão estratégica de sua tentativa de reeleição.




































