
Por Rebeca Luisy
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE‑DF) determinou, em caráter de urgência, a retirada de conteúdos publicados em redes sociais que associavam a governadora Celina Leão (PP) a uma suposta inelegibilidade para as eleições de 2026. A decisão, assinada pelo desembargador eleitoral João Egmont Leôncio Lopes, atinge, em especial, posts de um influenciador conhecido como “Dr. Vicenzo” (Marco Antônio de Vicente Júnior), que divulgava vídeos e publicações afirmando que Celina estaria “fora das eleições” e teria perdido processos judiciais de forma unilateral.
A Justiça Eleitoral entendeu que as narrativas repassadas nas redes sociais não correspondem à realidade dos autos e configuram desinformação com potencial de interferir na percepção do eleitorado. Para o TRE‑DF, tratar como fato jurídico consumado uma eventual inelegibilidade que ainda não foi decidida em instância definitiva ultrapassa o limite da crítica política e passa a integrar o rol de desinformação eleitoral, o que autoriza a intervenção para evitar prejuízo ao processo democrático.
Com base nesse entendimento, a decisão determina a remoção imediata dos conteúdos considerados falsos, no prazo de 24 horas, e proíbe a republicação de mensagens com teor semelhante. Caso não haja cumprimento voluntário, foi estabelecida multa de R$ 3 mil por hora de descumprimento e a possibilidade de bloqueio direto das publicações pelas plataformas digitais, o que reforça a responsabilidade dos editores de conteúdos em plataformas de grande alcance.
A decisão judicial consolida, no plano jurídico‑eleitoral, que Celina Leão se encontra plenamente elegível para disputar a reeleição à frente do governo do Distrito Federal, sem que exista, até o momento, qualquer condenação definitiva capaz de gerar inelegibilidade. Com isso, cai a narrativa construída em parte do ambiente digital de que a governadora estaria juridicamente impedida de concorrer, o que reforça sua posição como candidata natural de um bloco político conservador que vem se organizando em torno de sua figura.
O episódio também evidencia o papel cada vez mais ativo da Justiça Eleitoral em combater a disseminação de “fake news” em ambiente pré‑campanha, traçando uma linha entre opinião política e afirmação de fatos que não se sustentam em provas. Para Celina Leão, a decisão representa um respaldo formal à sua trajetória institucional e à tese de que seu nome deve permanecer em condições de disputar, em igualdade de condições, o Palácio do Buriti nas eleições de 2026.




































