Comércio goiano fatura R$ 295,3 bilhões em 2024 e lidera emprego no Centro-Oeste

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Por Rebeca Luisy

O setor comercial de Goiás registrou receita bruta de revenda de R$ 295,3 bilhões em 2024, segundo a Pesquisa Anual de Comércio (PAC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, o segmento empregou 381,9 mil pessoas e contabilizou 79,7 mil empresas em atividade, dados que colocam o estado à frente das demais unidades do Centro‑Oeste em geração de postos de trabalho no comércio.

Em termos de participação entre as unidades da Federação, Goiás ocupou a oitava posição na receita bruta de revenda de mercadorias. O setor foi responsável pelo pagamento de R$ 11,8 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, cifra que evidencia a importância econômica e social da atividade comercial para a economia estadual.

A análise por segmentos revela equilíbrio entre volume de negócios e estrutura empresarial: o comércio atacadista foi o maior em receita, com R$ 153 bilhões, seguido pelo varejo, com R$ 110,4 bilhões, e o comércio de veículos automotores e motocicletas, com R$ 31,9 bilhões. Apesar da liderança em faturamento, o atacado não concentrou a maior parte das empresas nem do emprego no estado.

O varejo, por sua vez, abrigou a maior parte da estrutura empresarial e da mão de obra: das 79,7 mil empresas registradas em Goiás, 57,3 mil eram do comércio varejista, que empregou 264,6 mil pessoas. Esse perfil indica que, enquanto o atacado responde por maior valor transacionado, o varejo sustenta a capilaridade e a absorção de trabalho na economia local.

A pesquisa também apontou que a margem de comercialização goiana — indicador que mede o resultado após deduzidos os custos de aquisição das mercadorias — somou R$ 57,3 bilhões em 2024. Especialistas em economia regional consultados pelo IBGE destacam que os números devem orientar políticas de apoio empresarial, qualificação profissional e infraestrutura comercial para manter o dinamismo do setor.