Roosevelt Vilela aborda SUS Candango e valorização dos militares em entrevista ao podcast Ping Pong

Por Rebeca Luisy

O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) participou, nesta segunda-feira (15), da terceira temporada do podcast “Ping Pong”, de Fred Lima, na Rádio Federal, e destacou a Lei do SUS Candango (nº 7.897) como sua principal entrega legislative do mandato sanctioned pela governadora Celina Leão. A lei cria uma tabela de valores atrativa para que hospitais e clínicas privadas do Distrito Federal atendam pacientes da rede pública, reduzindo filas de espera em procedimentos como cirurgias de hérnia e tratamentos oncológicos.

Durante a entrevista, o parlamentar explicou que o governo federal repassa apenas R$ 10 por consulta de especialista pela rede pública, valor insuficiente para contratar médicos qualificados, enquanto uma consulta particular custa entre R$ 300 e R$ 400. O SUS Candango permite que o GDF publique editais pagando valores realistas — como R$ 4.000 por cirurgia — e direcionando pacientes da fila pública para a rede privada, modelo já adotado em São Paulo com o SUS Paulista, que reduziu drasticamente a mortalidade de pacientes oncológicos.

Roosevelt Vilela, ex-bombeiro militar e administrador das regiões de Park Way, Núcleo Bandeirante e Candangolândia, ressaltou que sua atuação na CLDF é focada em pautas temáticas — educação, saúde, segurança pública, agronegócio — e não em regiões administrativas, o que permite atender demandas de todo o Distrito Federal. Ele destacou que o Corpo de Bombeiros teve sua maior recomposição salarial da história, com média de 30% em duas parcelas, e que todos os soldados já são mínimos cabos, com perspectives de carreira que permitem chegar a tenente-coronel em nove anos.

O deputado também abordou a evolução da relação entre as corporações militares e o governo, que passou de assembleias de mais de 10.000 pessoas na frente do Palácio Buriti para eventos de confraternização em sua residência, onde já reuniu mais de 3.000 bombeiros e policiais. Vilela relatou que realiza encontros como o “Forró do Ruso” e feijoadas em Ceilândia, com 800 pessoas, para ouvir demandas diretamente dos servidores e da população, seguindo o princípio de “governar é ouvir o povo e definir prioridades”, frase de Mayor Roriz que ele sempre guarda.

Sobre a saúde pública do DF, Roosevelt Vilela apontou que o sistema atrai pacientes de Goiás e de outros estados devido ao SUS universal, mas os repasses federais são insignificantes, exigindo recursos do orçamento distrital para complementar. Ele propõe um pacto governamental entre GDF e Goiás para sustentabilidade do sistema e defende que a Câmara Legislativa, pela qual é Segundo-Secretário, pode atender a população por meio do plano de saúde Fascal, já iniciando processo para encaminhamento de pacientes com catarata e outras condições pontuais.

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