
Por Rebeca Luisy
A Central de Intermediação em Libras (CIL) do Distrito Federal oferece, sem custo, serviço de intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas surdas em atendimentos presenciais e em eventos, com objetivo de ampliar o acesso a serviços públicos e promover inclusão social. Vinculada à Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD-DF), a unidade registrou mais de 2,4 mil atendimentos até 9 de junho de 2025, consolidando-se como canal de interlocução entre cidadãos surdos e órgãos públicos.
Entre janeiro e o início de junho de 2025, a CIL contabilizou mais de 1,1 mil atendimentos, segundo dados oficiais da SEPD-DF. A central atua em áreas essenciais, como saúde, orientações governamentais e auxílio na compreensão de documentos, garantindo que a população surda tenha suporte linguístico e possa exercer plenamente seus direitos civis e administrativos.
O atendimento presencial funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Estação do Metrô da 112 Sul, na Praça do Cidadão, e pode ser agendado ou buscado de forma espontânea pelos usuários. Para demandas emergenciais, a gestão informa que o serviço DF Libras disponibiliza atendimento por videochamada em regime 24 horas, ampliando a cobertura e a rapidez na comunicação em situações urgentes.
Além da interpretação remota e presencial, a equipe da CIL acompanha usuários quando há necessidade de análise de documentos físicos, mediando a comunicação e facilitando a compreensão das informações. A diretoria da central destaca que a atuação vai além da tradução técnica, funcionando como porta de entrada para a autonomia das pessoas surdas em procedimentos que vão de consultas médicas a entrevistas de emprego.
Criada como instrumento de fortalecimento da política de inclusão do governo do Distrito Federal, a CIL integra recursos tecnológicos e conta com profissionais especializados para supervisão das atividades. A central reafirma seu compromisso com a dignidade, o respeito e a participação plena da comunidade surda nas políticas públicas, ressaltando a importância da acessibilidade linguística para a efetivação de direitos e a inserção social no espaço público.





































