
Por Rebeca Luisy
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, em 12 de maio de 2026, projetos de lei que instituem a Tabela SUS Candanga, iniciativa conjunta do Governo do Distrito Federal (GDF) e do deputado distrital Roosevelt Vilela (PL). A proposta, aprovada em primeiro e segundo turnos com 16 votos favoráveis, quatro contrários e uma abstenção, visa complementar os valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a prestadores privados e filantrópicos. Essa medida busca ampliar a oferta de serviços quando a rede pública se mostra insuficiente, reduzindo assim as extensas filas de espera por consultas, exames e cirurgias.
Roosevelt Vilela celebrou a aprovação como um marco para a saúde distrital, destacando que a tabela diferenciada remunerará de forma mais justa os serviços assistenciais, incentivando a participação da iniciativa privada. O PL nº 2.144/2026 cria a Tabela SUS Candanga, autorizando repasses adicionais do Tesouro Distrital e emendas parlamentares, enquanto o PL nº 2.306/2026 estabelece uma tabela própria para o DF. A iniciativa alinha-se ao programa Saúde Mais Perto do Cidadão, lançado pelo GDF com R$ 58 milhões em investimentos para ortopedia, oftalmologia e outras especialidades.
A aprovação ocorre em meio a avanços recentes na gestão da saúde pública distrital, como a redução de 44% nas filas de cirurgias eletivas entre setembro de 2025 e março de 2026. Programas como “O Câncer Não Espera” diminuíram o tempo de atendimento oncológico de 81 para 17 dias, com início de tratamento em até 24 dias. Esses resultados demonstram o impacto de ações integradas, agora potencializadas pela suplementariedade proposta pela Tabela SUS Candanga.
O deputado Vilela enfatizou que a medida responde a uma demanda histórica da população, promovendo maior eficiência e acesso equitativo aos serviços de saúde. Críticas da oposição apontaram riscos à transparência e às contas públicas, mas a maioria reconheceu a urgência de enfrentar os gargalos do SUS local. Com a tramitação concluída no Plenário, os projetos seguem para sanção da governadora.
A implementação da Tabela SUS Candanga reforça o compromisso do GDF em otimizar recursos e parcerias para uma saúde mais ágil e humanizada no Distrito Federal. Espera-se que, com R$ 240 milhões já alocados em reforços recentes, o DF atenda mais de 200 mil pacientes em especialidades críticas. Essa estratégia posiciona o ente federativo como referência em gestão integrada de saúde pública.






































