
Por Rebeca Luisy
O Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) completou seu primeiro ano de funcionamento em junho de 2026 com balanço positivo de atendimentos e procedimentos, consolidando-se como marco na assistência oncológica infantojuvenil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Inaugurada em junho de 2025 com investimento de R$ 255,8 milhões, a unidade registrou 420 novos pacientes desde a abertura, 2.433 sessões de quimioterapia e 1.420 procedimentos cirúrgicos, além de mais de 5,4 mil consultas ambulatoriais e 3.896 atendimentos voltados à oncologia pediátrica. Segundo a administração, esses números refletem a missão do Cora de ampliar o acesso a tratamentos de alta complexidade na região.
O governador Daniel Vilela destacou, durante a apresentação do balanço, a importância social e sanitária da obra, ressaltando que a unidade evita deslocamentos de famílias para outros centros e reduz as barreiras financeiras e logísticas enfrentadas por pacientes de baixa renda. “É um hospital de combate ao câncer infantil, com equipamentos modernos que permitem tratamentos evoluídos”, afirmou Vilela, ao afirmar que o estado assumiu a responsabilidade integral pelo projeto sem aguardar parceria federal. A primeira-dama Iara Vilela acompanhou a apresentação dos resultados.
A gestão do Cora, conduzida pela Fundação Pio XII sob a presidência de Henrique Prata, afirma ter zerado a fila por tratamento oncológico infantil em Goiás, atraindo também pacientes de Estados vizinhos. Prata enfatizou a excelência da estrutura e a comparou a serviços privados das capitais, atribuindo o êxito à soma de investimento público e gestão estadual. O secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos, e a direção do hospital também destacaram a rapidez da obra — concluída em 25 meses — e o papel estratégico da unidade na rede estadual de saúde.
Além dos indicadores assistenciais, o Cora avançou na oferta de terapias de alta complexidade: realizou quatro transplantes autólogos de medula óssea em crianças e se prepara para obter regulação para transplantes alogênicos. A unidade dispõe de 60 leitos pediátricos, UTI, centro cirúrgico, centro de quimioterapia e instalações com tecnologia de ponta, incluindo ressonância com inteligência artificial, tomografia, e centro de reabilitação com quatro robôs. O atendimento multidisciplinar contabilizou 8.383 consultas entre enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição e outras especialidades, reforçando o caráter integral do cuidado.
Relatos de famílias atendidas e pesquisas internas reforçam a avaliação positiva do serviço: o hospital obteve 84,5% no Net Promoter Score (NPS) e índices elevados de satisfação no relatório da Ouvidoria, com destaque para a aprovação da estrutura física (100%) e da equipe multiprofissional (98,6%). Em fase final de negociação com o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), o Cora deverá ampliar o acesso à terapia robótica para pacientes em reabilitação, recebendo, em potencial, cerca de dez usuários do Crer às sextas-feiras, após triagem para definição de elegibilidade.





































