Goiás reativa leitos de UTI para conter avanço da síndrome respiratória grave

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Da redação

Estado registra aumento de 33% nas internações e reforça rede hospitalar com apoio financeiro emergencial

Com a alta expressiva dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), o Governo de Goiás ampliou a rede hospitalar e reativou 163 leitos de UTI e 50 leitos com suporte ventilatório em 52 municípios. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (30) pelo secretário estadual de Saúde, Rasível Santos, após o estado decretar situação de emergência em saúde pública.

A decisão se baseia no crescimento de 33% nas internações por Srag em 2025. De janeiro a junho, foram registradas 10.676 solicitações de internação, contra 8.011 no mesmo período do ano anterior. Em maio, os pedidos chegaram a 2.406, frente a 1.767 em 2024. A sobrecarga atingiu níveis críticos tanto nos leitos clínicos quanto nas UTIs de hospitais públicos e conveniados ao SUS.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), o novo plano de ação prevê cofinanciamento estadual de R$ 500 por diária para leitos com suporte ventilatório e reajuste no valor pago por leitos de UTI, que passou de R$ 600 para R$ 2 mil. Além da ampliação física, as unidades devem seguir protocolos para reduzir o tempo médio de internação.

Desde o início do ano, Goiás já contabiliza 6.743 casos de Srag, com destaque para infecções por Vírus Sincicial Respiratório (1.486), Influenza (1.117), Covid-19 (306) e Rinovírus (680). A taxa de incidência ficou acima do esperado por sete semanas consecutivas.

A baixa cobertura vacinal contra a Influenza também preocupa: apenas 38% do público-alvo foi imunizado, embora a vacina esteja disponível desde 1º de abril em mais de 700 salas. “As vacinas são seguras e evitam complicações graves”, reforçou o secretário Rasível Santos. Até agora, 24 municípios solicitaram apoio financeiro ao Ministério da Saúde para adaptar leitos à nova demanda.