Indústria goiana acelera e deixa para trás a média nacional em julho

Foto: Secom

A produção industrial de Goiás registrou crescimento de 2,7% em julho de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, superando o desempenho nacional, que apresentou retração no período. Na série com ajuste sazonal — que compara julho com junho —, o Estado avançou 0,8%, colocando-se entre os destaques regionais ao lado de Amazonas, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Com isso, Goiás acumula alta de 2,6% no ano e de 3,3% nos últimos 12 meses, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada pelo IBGE em 10 de setembro.

O resultado positivo foi puxado por setores de grande peso na economia local, com destaque para a fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que avançou 23,3% em relação a julho de 2025. Esse segmento registra o oitavo mês consecutivo de expansão no Estado e acumula crescimento de 22,4% no ano, refletindo a consolidação do polo farmacêutico de Anápolis e novos investimentos em capacidade produtiva. Outro motor do desempenho foi a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que cresceu 10,0%, completando o sétimo mês seguido de alta, impulsionada principalmente pela produção de álcool etílico e biodiesel.

Além desses segmentos, outras atividades industriais apresentaram altas expressivas na comparação anual, como a fabricação de máquinas e equipamentos (58,6%), a metalurgia (25,7%), as indústrias extrativas (24,5%) e a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (8,7%). Esse conjunto de resultados colocou Goiás como o quarto maior crescimento industrial entre as 14 localidades pesquisadas pelo IBGE na comparação mensal, reforçando a trajetória de recuperação e diversificação da base fabril goiana.

A PIM-PF é o principal indicador mensal do IBGE para acompanhar a atividade das indústrias extrativa e de transformação, permitindo analisar a evolução da produção ao longo do tempo em cada unidade da Federação. As informações da pesquisa também viabilizam comparações de desempenho entre estados e diferentes setores, oferecendo subsídios para políticas públicas, planejamento empresarial e avaliação de ciclos econômicos regionais.

No contexto nacional, a produção industrial subiu apenas 0,2% em julho ante junho, interrompendo duas quedas consecutivas, mas recuou 0,5% na comparação com julho de 2025. Nesse cenário, o desempenho de Goiás chama atenção por combinar crescimento interanual robusto e expansão mensal acima da média, sinalizando resistência diante de condições macroeconômicas desafiadoras, como juros elevados e desaceleração em segmentos de bens intermediários.

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