Câmara Legislativa do DF regulamenta licença menstrual e garante direito pioneiro para mulheres servidoras

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Da redação

Medida assegura afastamento para mulheres que sofrem com cólicas menstruais severas, promovendo saúde, dignidade e inclusão no ambiente de trabalho.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) tornou-se o primeiro órgão público do DF a regulamentar a licença menstrual, um marco histórico na promoção dos direitos das mulheres no ambiente de trabalho. A nova norma assegura às servidoras o direito de se ausentarem do trabalho em caso de cólicas menstruais severas, sem prejuízo de suas funções ou remuneração.

A regulamentação visa garantir mais dignidade e respeito às mulheres no contexto laboral, reconhecendo as particularidades de sua saúde. Para o presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), a iniciativa é “um passo fundamental na luta pela dignidade e igualdade das mulheres”, reforçando o compromisso da Casa Legislativa em promover um ambiente de trabalho mais inclusivo e justo.

A proposta, de autoria do deputado Max Maciel (PSOL), foi celebrada como um avanço nos direitos trabalhistas e um exemplo a ser seguido por outros órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF). Segundo o parlamentar, o objetivo agora é ampliar a aplicação da medida para outros órgãos públicos e estimular que as servidoras cobrem a implementação do benefício.

Impacto para as mulheres servidoras

A licença menstrual reconhece a gravidade das cólicas menstruais severas, que podem ser incapacitantes para muitas mulheres. A partir de agora, servidoras que enfrentarem essa condição poderão se afastar temporariamente, sem o risco de sofrer represálias ou perdas salariais. Além de promover o bem-estar e a saúde, a medida contribui para a igualdade de gênero no ambiente de trabalho, valorizando a dignidade feminina e o respeito às suas necessidades específicas.

Próximos passos

A expectativa é de que outros órgãos do GDF sigam o exemplo da CLDF e regulamentem a licença menstrual para suas servidoras. O deputado Max Maciel reforçou a importância de as funcionárias pressionarem por essa implementação. Com a iniciativa, o Distrito Federal se coloca na vanguarda dos direitos trabalhistas no Brasil, sendo uma das primeiras regiões a adotar formalmente uma política de licença menstrual para mulheres no setor público.